A presença da ASUS na Computex 2026 trouxe uma das apostas mais completas da marca no segmento dos computadores pessoais, ainda com novidades para recursos de inteligência artificial.
A empresa apresentou, assim, toda uma nova geração de portáteis, desktops, all-in-one, tablets e experiências de software com IA. Sem dúvida, com o objetivo que de levar esta tecnologia a mais utilizadores.
Desta forma, o anúncio não se limita a um produto isolado. A ASUS quer criar um ecossistema completo. Desde equipamentos para criadores de conteúdo, estudantes, profissionais, famílias e utilizadores que procuram dispositivos mais inteligentes para o dia a dia.
A Computex 2026, acima de tudo, serviu para mostrar uma ASUS mais abrangente. A marca renovou a linha Zenbook, reforçou os Vivobook S, e a grande supresa. Regressou a anunciar tablets com o ASUS Pad, e ainda, mostrou novos computadores de secretária e all-in-one para casa.
ASUS coloca a IA no centro da estratégia
A inteligência artificial domina o cenário da indústria tecnológica em 2026. Contudo, muitas marcas ainda tratam a IA como uma funcionalidade extra. Já a ASUS seguiu outro caminho neste certame. A empresa colocou a Inteligência Artificial no centro da sua nova gama de consumo.
A proposta passa por três ideias simples: mais desempenho local, mais autonomia e experiências mais úteis no dia a dia.
Isto significa que os novos equipamentos não querem apenas correr as aplicações tradicionais. Querem também ajudar em tarefas criativas, reuniões, organização pessoal, produtividade, edição de imagem e entretenimento.
Por certo, esta abordagem ganha importância porque os utilizadores começam a exigir mais dos seus computadores. Já não chega ter um bom processador e um ecrã apelativo.
A nova geração de computadores pessoais precisa de NPUs dedicadas, integração com o Copilot+, ferramentas de segurança e software capaz de transformar a IA em algo realmente prático.
É aqui que a ASUS tenta marcar posição.
ProArt P16 e P14 são os grandes destaques

Os novos portáteis ASUS ProArt P16 e ProArt P14 representam a parte mais ambiciosa do anúncio. A ASUS dirigiu estes produtos a criadores de conteúdo, programadores, profissionais de IA e utilizadores que precisam de desempenho elevado em determinados fluxos de trabalho exigentes.
A grande novidade está na adoção da plataforma NVIDIA RTX Spark. Segundo a ASUS, esta tecnologia combina uma GPU NVIDIA Blackwell RTX com 6144 núcleos CUDA, núcleos Tensor de quinta geração com precisão FP4 e uma CPU NVIDIA Grace de 20 núcleos.
Na prática, estes portáteis procuram aproximar o desempenho de estações de trabalho avançadas agora num formato portátil.
A saber, a plataforma oferece até 1 petaflop de capacidade de computação de IA e 128 GB de memória unificada. Estes números colocam os novos ProArt numa categoria muito acima do até então, e focada em soluções de IA, criação generativa e desenvolvimento de agentes inteligentes.
Isto interessa sobretudo a quem trabalha com modelos de IA, edição de vídeo, criação de imagem, renderização, prototipagem, fluxos criativos avançados ou programação. Em vez de depender sempre de servidores externos, o utilizador pode executar mais tarefas diretamente no computador.
Os ecrãs OLED voltam a ser destaque nos produtos ASUS
Os novos ProArt P16 e P14 também reforçam uma área onde a ASUS tem insistido: os ecrãs OLED. Os portáteis trazem painéis ASUS Lumina Pro OLED, com brilho HDR até 1600 nits, taxa de atualização de 120 Hz, tecnologia VRR e revestimento antirreflexo.
Para criadores, isto faz diferença. Um bom ecrã não serve apenas para consumir conteúdos. Serve também para editar fotografia, trabalhar vídeo, rever cores e manter consistência visual durante projetos profissionais.
Por fim, a ASUS também introduziu novos acabamentos na gama ProArt, incluindo Nano Black e Neo White. Além disso, a marca refere um tratamento de superfície contra manchas, algo útil para equipamentos pensados para utilização intensiva.
A disponibilidade dos ProArt P16 e P14 começa no outono de 2026.
IA ganha importância para criadores

A aposta em soluções de Inteligência Artifcial não surge por acaso. Muitos profissionais querem mais controlo sobre os seus dados, menor latência e melhor desempenho em tarefas repetidas. Além disso, a criação com IA exige cada vez mais memória, GPU e otimização de software.
Portanto, a ASUS dirirgiu esforços para tentar responder a essa necessidade com hardware forte e ferramentas próprias. Desta forma, o ProArt Creator Hub nasce ajuda a gerir recursos do sistema durante tarefas exigentes. Já o MuseTree e o StoryCube acrescentam funcionalidades de IA para criação e organização de conteúdos.
A saber, o MuseTree merece destaque especial. A ASUS posiciona esta plataforma como uma ferramenta de conteúdo generativo baseada em IA, com suporte para imagem e vídeo. Além disso, a integração com tecnologia FLUX e GPUs NVIDIA promete acelerar a geração criativa e dar mais controlo aos profissionais.
Neste ponto, a marca não está apenas a vender computadores. Está a tentar vender um fluxo de trabalho completo para criadores.
Zenbook 14 quer levar IA ao portátil do quotidiano

A ASUS Computex 2026 não vive apenas de máquinas para criadores. A marca também apresentou o novo Zenbook 14. Um portátil focado em mobilidade, autonomia e utilização diária.
Este modelo chega com opções de processadores Intel, AMD e Snapdragon, o que dá mais escolha ao utilizador. O chassis pesa apenas 1,1 kg e inclui uma tampa em Ceraluminum, material que a ASUS usa para combinar leveza, resistência e acabamento premium.
Precipuamente, a autonomia também surge como um dos principais argumentos. A ASUS aponta para mais de 21 horas de bateria, embora estes valores dependam sempre do tipo de utilização. Ainda assim, a mensagem é clara: o Zenbook 14 quer servir quem trabalha em mobilidade e não quer andar sempre à procura de uma tomada.
No campo da IA, o portátil oferece desempenho de NPU até 50 TOPS. Isto permite correr funcionalidades de IA no dispositivo, melhorar a resposta do sistema e tirar partido das experiências Copilot+ PC.
Vivobook S14 e S16 apostam em estudantes e produtividade

A nova linha de portáteis ASUS Vivobook S14 e Vivobook S16 aponta para outro público. A ASUS pensou estes modelos para estudantes, utilizadores jovens e profissionais que querem bom ecrã, autonomia forte e design moderno.
Ambos chegam com chassis totalmente em metal e duas cores principais: Light Blue e Matte Gray. A marca aposta aqui numa imagem mais leve e casual, mas mantém especificações relevantes.
Já os ASUS Vivobook S14 e S16 usam arquitetura arm e processadores Snapdragon X. Oferecem desempenho de NPU até 45 TOPS. Também incluem ecrãs OLED, com opção até 16 polegadas, formato 16:10 e cobertura 100% DCI-P3.
O modelo de 16 polegadas atinge uma relação ecrã/corpo de 89%. Já o modelo de 14 polegadas mantém formato mais compacto, com relação ecrã/corpo de 87%. Esta diferença interessa a quem escolhe entre mobilidade e área útil de trabalho.
No que diz respeito à autonomia, os valores também impressionam no papel. A ASUS afirma mais de 25 horas de bateria e carregamento rápido até 60% em 49 minutos. Além disso, o peso começa nos 1,28 kg no modelo de 14 polegadas.
Vivobook S Flip acrescenta flexibilidade
A ASUS também renovou os Vivobook S14 Flip e Vivobook S16 Flip. Estes modelos usam uma dobradiça de 360 graus, o que permite alternar entre portátil, tablet, modo tenda e modo suporte.
Esta versatilidade faz sentido para estudantes, professores, criadores e utilizadores que tomam notas, desenham ou fazem apresentações. Os ecrãs táteis OLED 2K suportam a ASUS Pen 3.0, o que aumenta a utilidade em tarefas criativas e académicas.
Tal como os Vivobook S tradicionais, a gama Flip usa processadores Snapdragon X e NPU até 45 TOPS. A ASUS também destaca áudio com Dolby Audio e Snapdragon Sound, autonomia superior a 20 horas e carregamento USB-C de 68 W.
O modelo de 14 polegadas pesa 1,41 kg, enquanto o modelo de 16 polegadas fica nos 1,60 kg. Para equipamentos conversíveis, estes valores mantêm uma proposta interessante.
ASUS regressa aos tablets com o ASUS Pad

Um dos anúncios mais interessantes da Computex 2026 foi o regresso da ASUS ao segmento dos tablets. O novo ASUS Pad marca essa entrada com uma proposta focada em entretenimento, portabilidade e produtividade.
O tablet traz um ecrã OLED de dupla camada com 12,2 polegadas, resolução 2,8K, taxa de atualização de 144 Hz e relação ecrã/corpo de 92%. A certificação TÜV Rheinland também reforça a preocupação com conforto visual em sessões longas.
A ASUS desenhou o tablet num corpo fino e leve. O ASUS Pad tem 6,5 mm de espessura e pesa 523 gramas. A construção usa magnalium e uma tampa traseira em fibra de vidro, o que procura equilibrar resistência e mobilidade.
No interior, o tablet inclui o chipset MediaTek Dimensity 8300, bateria de 9000 mAh e carregamento rápido até 50% em 30 minutos. Também oferece Wi-Fi 6E, quatro colunas com Dolby Atmos, ASUS GlideX, Google Circle to Search e reconhecimento facial.
Este modelo pode tornar-se uma alternativa interessante para quem quer um tablet Android premium, sobretudo se a ASUS conseguir acertar no preço.
Desktops e all-in-one reforçam o ecossistema doméstico

A nova gama também inclui computadores para casa. O ASUS V700 Mini Tower combina design discreto com componentes capazes. A marca destaca linhas suaves, acabamentos inspirados em madeira e uma estética pensada para ambientes domésticos modernos.
O V700 pode incluir processador até Intel Core Ultra 9, memória DDR5, armazenamento SSD PCIe 4.0 até 2 TB e gráfica opcional NVIDIA GeForce RTX 50. Assim, o equipamento cobre produtividade, entretenimento e criação de conteúdos.
A ASUS também apresentou dois computadores all-in-one. O ASUS V200 AiO aposta num formato compacto e minimalista para famílias, estudo, videochamadas e trabalho remoto. Já o ASUS V400 AiO aumenta o ecrã para 27 polegadas e usa uma plataforma Snapdragon, com foco em eficiência e funcionalidades de IA.
Estes equipamentos mostram com toda a certeza que a ASUS não quer limitar a IA aos portáteis. A marca quer levá-la também para a secretária, para a sala e para os espaços familiares.
O que esta aposta significa para o mercado
A presença da ASUS na Computex 2026 mostra uma mudança clara no paradigma do mercado dos computadores. Durante anos, as marcas competiam sobretudo por processador, RAM, armazenamento, ecrã e autonomia. Agora, a discussão passa também por TOPS, NPUs, IA, agentes inteligentes e integração com cloud.
Esta mudança pode beneficiar o utilizador, mas também cria confusão. Vejamos, não só nem toda a IA melhora a experiência, bem como nem todos os computadores com IA oferecem o mesmo desempenho. Além disso, muitos recursos dependem do sistema operativo, das aplicações e da maturidade do software.
Por isso, a nova gama da ASUS parece forte no papel, mas ainda precisa de provar o seu valor no uso real. Acima de tudo o preço em Portugal, a autonomia em tarefas intensas e a qualidade das ferramentas de IA vão decidir o sucesso destes produtos.
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