A AWS vai instalar dois milhões de GPUs NVIDIA adicionais na sua infraestrutura mundial entre 2027 e 2028. Este reforço junta-se ao plano de mais de um milhão anunciado em março. O novo ciclo de expansão ultrapassa agora três milhões de unidades destinadas à inteligência artificial.
O primeiro anúncio previa a instalação de mais de um milhão de GPUs a partir de 2026. Contudo, a procura superou as previsões da empresa e levou agora a AWS a acrescentar mais dois milhões ao plano.
AWS triplica o novo compromisso com GPUs NVIDIA
Na prática, o compromisso inicial foi praticamente triplicado em apenas cinco meses. Ainda assim, este número não representa toda a frota da AWS. A empresa já utilizava milhões de aceleradores da NVIDIA antes deste novo ciclo de investimento.
Também importa distinguir o anúncio de uma entrega imediata. Os dois milhões de novos processadores serão instalados gradualmente em 2027 e 2028. A AWS e a NVIDIA não divulgaram o valor financeiro do acordo nem a distribuição exata por região.
Blackwell Ultra e Rubin vão alimentar a próxima vaga de IA
O reforço inclui GPUs das famílias Blackwell Ultra, Rubin e Rubin Ultra. Esta capacidade será usada em treino e execução de modelos, agentes de IA, investigação científica, automação empresarial e robótica.
Além disso, a parceria vai além dos processadores gráficos. A AWS também prepara infraestrutura baseada nos futuros processadores Vera e uma maior integração das tecnologias de rede e memória da NVIDIA.
Por outro lado, a Amazon não está a abandonar os seus próprios aceleradores Trainium. A integração do NVLink Fusion e da memória NVHBM revela uma estratégia híbrida. Desta forma, a AWS pode combinar chips internos com hardware da NVIDIA dentro dos mesmos centros de dados.

O que muda para clientes da AWS em Portugal
Para empresas e programadores portugueses, o impacto deverá surgir através de mais capacidade disponível nos serviços Amazon EC2. Por isso, o reforço pode reduzir limitações no acesso a infraestrutura de IA e suportar projetos maiores.
Porém, não existe qualquer garantia de descida imediata dos preços. A AWS também não indicou quando cada geração chegará às regiões europeias. Assim, o efeito prático dependerá do calendário regional e dos preços definidos para as futuras instâncias.
O anúncio confirma que a procura por capacidade de inteligência artificial continua longe de abrandar. Mesmo com o crescimento dos chips próprios da Amazon, a NVIDIA mantém um papel central. Afinal, o seu hardware continua a sustentar uma das maiores plataformas mundiais de computação na cloud.
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