A Apple apresentou hoje o MacBook Pro com ecrã tátil e um painel OLED a que chama PROLED XDR, o primeiro Mac em que se pode tocar, e as reservas já estão abertas na loja portuguesa da Apple, com as entregas a começar a 6 de novembro.

Isto não quer dizer que o macOS se tenha transformado no iPadOS. O toque soma-se ao teclado e ao trackpad, muitas apps funcionam logo porque o sistema converte os toques em cliques, e a Apple reforçou a dobradiça para que o ecrã não abane quando lhe tocas. Explicamos o que muda, quanto custa em Portugal e para quem vale mesmo a pena.

O que muda no MacBook Pro com ecrã tátil

MacBook Pro com ecrã tátil e OLED PROLED XDR aberto com o Photoshop, com a Dynamic Island no topo do ecrã

A Apple apresentou o novo MacBook Pro em dois tamanhos, de 14 e 16 polegadas (14,2 e 16,3 polegadas na diagonal), sempre com os chips M5 Pro ou M5 Max. A grande novidade é o ecrã, que passou a ser tátil e OLED, e a segunda está logo no topo dele, onde o recorte da câmara deu lugar à Dynamic Island que já conheces do iPhone.

O portátil também ficou mais fino e mais leve. Segundo a Apple, o modelo de 14 polegadas pesa 1,38 kg e o de 16 polegadas pesa 1,82 kg, o que faz diferença para quem anda com ele na mochila todos os dias.

Convém saber que este modelo não substitui toda a gama. Os MacBook Pro com ecrã mini-LED continuam à venda na loja portuguesa da Apple, com M6, M5 Pro e M5 Max, incluindo o de 14 polegadas com M6 que a Apple anunciou ontem e que já tem preços em Portugal. Esse mantém o ecrã mini-LED e não é tátil, por isso há agora duas linhas de MacBook Pro lado a lado.

Como funciona o toque no Mac (e o que continua igual)

Com o dedo podes deslocar páginas, ampliar fotografias, arrastar janelas e ficheiros e desenhar diretamente no ecrã. O teclado e o trackpad ficam exatamente onde estavam, e a ideia da Apple é que uses o toque quando der jeito, sem teres de mudar a forma como já trabalhas no Mac.

Muitas apps aceitam o toque desde o primeiro dia, porque o macOS converte os toques em cliques. As apps de outras empresas pensadas de raiz para o toque, como o Microsoft Word, o Excel, o Adobe Lightroom, o DaVinci Resolve ou o Blender, só chegam ainda este ano, segundo a Apple, e não no lançamento. Se dependes de uma delas, conta com algumas semanas em que o toque ainda não está afinado.

Para que o ecrã não abane quando lhe tocas, a Apple reforçou a dobradiça. A câmara de 12 MP com Center Stage também ganhou estabilização, para que a tua imagem não trema numa videochamada sempre que tocas no ecrã.

O ecrã OLED e a Dynamic Island, explicados de forma simples

Dynamic Island no topo do ecrã do MacBook Pro com uma pesquisa do Spotlight aberta

O painel é um OLED em tandem, o que quer dizer que tem duas camadas de píxeis que acendem por si, sem uma luz por trás. É por isso que os negros são mesmo negros e que o brilho sobe sem os halos à volta dos objetos claros que às vezes se veem nos ecrãs retroiluminados.

Segundo a Apple, o ecrã chega aos 2000 nits de pico tanto em HDR como em SDR, tem um contraste de 10 000 000:1 e usa ProMotion, com uma taxa de atualização que vai de 10 a 120 Hz. Cobre também as gamas de cor P3 e Adobe RGB, um pormenor que interessa sobretudo a quem trabalha com fotografia e impressão.

A Dynamic Island passou a ser a casa do Spotlight, das Atividades em tempo real e da Siri AI. É aqui que o novo modelo ganha um interesse especial para quem está em Portugal, porque a Siri AI em português, que na União Europeia para já só existe no Mac, fica agora sempre à mão no topo do ecrã. Lembra-te de que continua em beta no macOS e de que a Apple avisa que algumas funções podem ter limites de utilização diária.

Chips, autonomia e portas

Lá dentro há dois chips à escolha, o M5 Pro e o M5 Max, com até 128 GB de memória e até 16 TB de armazenamento. O M5 Max faz sentido para quem edita vídeo em alta resolução ou trabalha em 3D, enquanto o M5 Pro chega para a maioria dos trabalhos profissionais.

Quanto à bateria, a Apple promete até 24 horas de autonomia e diz que o carregamento rápido a leva aos 50% em 30 minutos. São números medidos pela própria Apple, por isso o que vais ter no dia a dia depende do que fazes e do brilho que usas.

As portas continuam a ser um ponto forte. Tens três Thunderbolt 5, HDMI, leitor de cartões SDXC, MagSafe 3 e entrada para auscultadores, e nas ligações sem fios o portátil passa a ter Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.

Quanto custa e quando chega a Portugal

As reservas estão abertas na loja portuguesa da Apple e as entregas começam a 6 de novembro. Estes são os preços de partida de cada modelo, com o vidro padrão:

Modelo Chip Preço de partida
MacBook Pro de 14 polegadas M5 Pro 3399 €
MacBook Pro de 16 polegadas M5 Pro 3999 €
MacBook Pro de 14 polegadas M5 Max 5299 €
MacBook Pro de 16 polegadas M5 Max 5699 €

Para teres uma ideia do que pagas pelo ecrã novo, compara com os MacBook Pro mini-LED, que continuam à venda. O de 14 polegadas com M5 Pro começa nos 2999 € e o de 16 polegadas com M5 Pro nos 3499 €, o que dá uma diferença de 400 € e de 500 € entre os preços de partida. Se não precisas de tanto, o de 14 polegadas com M6 fica nos 2349 €.

A nossa análise

Depois de anos a dizer que um Mac não precisava de ecrã tátil, a Apple mudou de ideias e fê-lo com cuidado, sem mexer no teclado nem no trackpad. O MacBook Pro com ecrã tátil faz sentido para quem edita fotografia e vídeo, para quem desenha e para quem quer simplesmente o melhor ecrã que a Apple já pôs num portátil, sobretudo agora que a Siri AI em português vive na Dynamic Island. Se não precisas de tocar no ecrã nem do OLED, o MacBook Pro mini-LED continua a ser uma excelente compra, e o modelo com M6 deixa-te poupar mais de mil euros. Antes de reservar, lembra-te de que as apps de outras empresas preparadas para o toque só chegam até ao fim do ano.

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