A renomeada fabricante de smartphones Motorola, apresentou ao público a sua mais recente coqueluche, o Motorola Edge 70. Seguindo, o caminho feito pela concorrência, eis um produto surpreendentemente fino, mas, ainda assim, realmente capaz.
Vejamos, estamos num período de transição tecnológica, onde as fabricantes apostam cada vez mais em equipamentos mais finos, leves e visualmente apelativos, procurando diferenciar-se num mercado altamente competitivo.
Ao mesmo tempo, essa aposta obriga a um equilíbrio delicado entre ‘design’, autonomia e desempenho, algo que nem sempre resultou de forma positiva no passado. Continuamos, portanto, numa fase de desenvolvimento tecnológico onde a estética tende a imperar sobre a função e o desempenho.
Design e Construção
Em primeiro lugar, o Motorola Edge 70 destaca-se pelo design ultrafino. De destacar uns impressionantes 6mm de espessura. De facto o smartphone transpira elegância e modernidade desde o primeiro contacto.
A escolha de materiais foi também alvo de especial atenção por parte da Motorola. A marca optou por uma estrutura ultrafina em alumínio, aliada a um acabamento traseiro rugoso, mas com um toque claramente premium.
Como resultado, o equipamento transmite uma sensação imediata de robustez e qualidade. Além disso, esta abordagem melhora a ergonomia, garantindo uma pega mais segura e confortável durante a utilização prolongada.

Ainda que o peso reduzido, de 159 g, facilite a utilização prolongada apenas com uma mão, o equipamento mantém uma boa rigidez estrutural, afastando assim fantasmas da fragilidade com receio que o equipamento se dobre ou vergue.
Para reforçar a qualidade de construção, a Motorola integrou certificação IP68/IP69, o que torna o terminal à prova de poeiras e resistente à água com as seguintes condições: suporta jatos de água de alta pressão; permite imersão até 1,5 metros de profundidade durante 30 minutos.
Para surpresa num equipamento com esta espessura e desenho, conta com certificação militar MIL-STD-810H, o que o torna menos propenso a acidentes do quotidiano. Além disso, garante um desempenho estável em ambientes com condições mais rigorosas e contribui para uma maior longevidade da estrutura.
Tudo argumentos para utilizar o Motorola Edge 70 em contextos mais exigentes, sem receios acrescidos, seja em ambientes húmidos, seja em situações de maior exposição a partículas de pó.
Ecrã — Qualidade Visual e Fluidez
Performance — Processador, RAM e Armazenamento
A Motorola catalogou este terminal com médio gama alta. Desta forma, o processador escolhido para alimentar todo o poderio computacional foi o Qualcomm SM7750-AB Snapdragon 7 Gen 4 (4 nm). Um SOC robusto, capaz, altamente eficiente, que se destaca, sobretudo, pela boa gestão de autonomia.
Tem como características suportar 5G, IA avançada, câmaras de alta resolução, e gaming exigente, aproximando-se de alguns chips topo de gama. No entanto, sem atingir o nível absoluto de um Snapdragon 8 Gen.

Naturalmente nas configurações de RAM e ROM, a Motorola seguiu um padrão já conhecido das ademais fabricantes. Desta forma, o utilizador tem a sua disposição as seguintes configurações: 256GB ROM e 8GB RAM; 256GB ROM e 12GB RAM; 512GB ROM e 12GB RAM.
Sendo que, no site oficial da marca para o mercado português apenas está disponível 512GB ROM e 12GB RAM.
Software — Android e Experiência de Utilização
Sem surpresas o terminal sai configurado de fábrica com o Android 16. No entanto, a decisão que gera alguma controvérsia é apenas garantir 3 ou 4 atualizações, major ao equipamento. Ao contrário do que já acontece com marcas concorrentes, que oferecem ciclos de suporte mais prolongados, reforçando, assim, a longevidade dos equipamentos.
A Motorola optou por incluir a sua própria interface de utilizador, My UX. Embora assente numa experiência muito próxima do Stock Android, apresenta poucas alterações visuais e pequenos ajustes de desempenho que privilegiam fluidez, simplicidade no acesso aos menus.
No entanto, existe um número elevado de bloatware proprietário que, pessoalmente, não, não revelou utilidade prática no dia a dia. Por esse motivo, acabei por desativar várias dessas aplicações, em nome de uma experiência mais limpa e, sobretudo, de uma melhor autonomia do equipamento.
Câmaras — Fotografia e Vídeo
Ao longo da análise, verificamos que a Motorola teve cuidado ao nível do detalhe, na construção do Motorola Edge 70 e o departamento fotográfico não é exceção. Desta forma, e para garantir que o terminal se eleve ao segmento médio alta, a marca mostrou inteligência na escolha dos seus argumentos e soluções técnicas.
Módulo traseiro do Motorola Edge 70
O Motorola Edge 70 aposta num sensor dedicado de luz ambiente, e num conjunto duplo de câmaras traseiras pensado para equilibrar: versatilidade, qualidade de imagem que acompanhe a sua construção fina.
Do ponto vista técnico as características são as seguintes:
- Câmara principal de 50 MP, abertura f/1.8, distância focal de 24 mm, sensor de 1/1,56″, pixeis de 1,0 µm e focagem automática por deteção de fase multidirecional (PDAF);
- Estabilização ótica de imagem (OIS) na câmara principal;
- Segunda câmara traseira de 50 MP com lente ultra grande-angular, f/2.0, com focagem automática para a fotografia em modo macro.
- Sensor de luz 3‑em‑1 dedicado, com função de medir iluminação ambiente, para ajustar a exposição e equilíbrios de brancos.
De ressalvar que, embora seja um conjunto sólido para a maioria do quotidiano, a Motorola tomou a decisão de não equipar esta unidade com uma lente teleobjetiva e zoom ótico. Esta decisão torna a sua utilização escassa e limitada em ambientes pouco iluminados.
Apesar do sensor principal obter uma boa qualidade de imagem em boa luz, quando aplicado zoom ou em cenários noturnos, sente-se a falta de uma lente telefoto dedicada.
Esta perda de versatilidade prende-se com uma decisão de catálogo e de segmento. O Edge 70 não se perfila na categoria de topo de gama. No entanto, esta redução do seu potencial torna o equipamento limitado aquilo que é.
Câmara frontal do Motorola Edge 70
Para a câmara frontal, o Motorola Edge 70 utiliza uma câmara de 50MP com f/2.0. Não só privilegia a nitidez e o detalhe em selfies, como também funciona como grande angular, e por isso, acomoda mais conteúdo em contexto de fundo.
De destacar que o sensor frontal suporta processamento avançado, incluindo, assim: HDR, gravação de vídeo com uma resolução de 4K a 30 fps. Esta afirmação, valoriza e alinha este terminal com as prioridades do utilizador moderno.
Processamento de imagem e funcionalidades de IA
A Motorola nesta unidade incluiu uma série de algoritmos avançados que exponenciam a experiência de utilizador, sobretudo na plataforma moto IA e Photo Enhacement Engement, que assim otimiza nitidez, reduz ruído e garante fiabilidade de cores, em parceria com a Pantone para cores mais realistas.
Desta forma, o smartphone procura equilibrar cores vivas com um aspeto natural, preservando pormenores tanto nas altas luzes como nas sombras, o que melhora paisagens, retratos e fotos urbanas em diferentes condições de iluminação.
Capacidades de vídeo do Motorola Edge 70
A configuração que equipa a traseira do Motorola Edge 70 permite a gravação frontal e traseira até 4K, com slow motion em 1080p. A estabilização de imagem fica a cargo do gyro-EIS, permitindo, assim, reduzir ruído nas mais diversas gravações.
Ficam em baixo duas amostras que ilustram as capacidades videográficas desta unidade:
Bateria e autonomia do Motorola Edge 70
O Motorola Edge 70 revela ao consumidor que a dicotomia telefone fino e autonomia sólida já não existe. Ademais, durante anos, a indústria desenvolvia produtos com compromissos claros na autonomia dos smartphones finos. Por fim, essa dificuldade foi contornada.
Graças à tecnologia silicon carbon que permite aumentar a densidade energética sem aumentar a espessura do equipamento, as marcas conseguem assim aumentar as suas células. A Motorola, com a intenção de manter o equilíbrio saudável, optou por uma bateria com capacidade de 4800 mAh.
Em termos práticos, a Motorola quis garantir a máxima eficiência do processador Snapdragon 7 Gen 4 que equipa este terminal. Assim, e com uma simbiose com a interface de usuario, MyUX, mesmo com o ecrã com taxa de atualização a 120Hz, o terminal gere eficazmente os seus recursos, evitando assim quebras abruptas de bateria.
À minha utilização do Motorola Edge 70 e limitando diariamente o carregamento a 80%, por motivos de preservação da célula, é suficiente para um dia de uso moderado. Por outro lado, o carregamento rápido TurboPower de 68 W reforça a sensação de autonomia.
Em poucos minutos, o Edge 70 carrega 100% da sua bateria em apenas 40 minutos, e ainda incluiu um carregamento sem fio limitado a 15 W.
Por fim, sou da opinião que a nova tecnologia de baterias levou finalmente a indústria a encontrar um rumo viável para equipar smartphones finos com baterias verdadeiramente capazes. Sem, assim, sacrificar: ergonomia, desempenho ou segurança.
Valores e Disponibilidade
O Motorola Edge 70 encontra-se com pvp recomendado de 799,99€ com uma configuração de 512GB ROM e 12GB RAM. As unidades poderão ser encomendadas no site oficial da Motorola.

O consumidor tem à sua escolha as seguintes cores, com chancela da Pantone: Cloud Dancer, Gadget Grey, Bronze Green, Lily Pad.
Considerações finais
O Motorola Edge 70 foi o meu parceiro diário nas minhas aventuras pessoais e profissionais. Surpreendentemente, fiquei convencido de que a Motorola verdadeiramente tirou um coelho da cartola com este seu novo smartphone.
Sim, conseguiu encontrar um equilíbrio raro entre design, desempenho e autonomia. O Edge 70 revela-se ergonómico, confortável em longas utilizações e, acima de tudo, sólido. Afastando, assim, qualquer sensação de fragilidade que por vezes se associa a este tipo de terminais.

No campo da fotografia, a Motorola continua a evoluir consistentemente. Apesar de, todavia, ser o seu tendão de Aquiles, muito devido à falta da lente teleobjetiva. No entanto, as imagens apresentam bom nível de detalhe, cores equilibradas e um desempenho sólido em condições de boa luminosidade. Mesmo em cenários noturnos, o Edge 70 consegue resultados competentes.
Em suma, o Motorola Edge 70 não vive somente da aparência. Pelo contrário, alia um design elegante e moderno a um conjunto técnico equilibrado, capaz de responder às exigências do utilizador atual. Trata-se de uma proposta madura, que demonstra claramente que é possível ser fino, bonito e potente ao mesmo tempo — sem compromissos desnecessários.
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