A Google está a transformar o Maps num verdadeiro copiloto inteligente. Consequentemente, apresentou uma nova função chamada “Ask Maps” e uma experiência de navegação mais imersiva, ambas alimentadas pelo Gemini. Por conseguinte, segundo a própria Google, esta é a maior atualização da navegação do Maps em mais de uma década. Tanto na forma como perguntas como na forma como vês o caminho no ecrã.
De facto, até agora, o Maps era ótimo a responder ao clássico “como vou daqui para ali?”, mas atrapalhava‑se com perguntas mais específicas. Por exemplo, “onde posso carregar o telemóvel sem ficar meia hora na fila do café?” ou “há por aqui um campo de ténis com luzes onde possa jogar hoje à noite?”.
Google Maps torna-se bem mais inteligente!
Com efeioto, com o Ask Maps, podes escrever ou dizer perguntas deste género em linguagem natural. Igualmente, o Gemini interpreta o pedido, cruza dados de mapas, sítios populares, horários, avaliações e até histórico da tua conta para devolver respostas mais contextuais, já com direções prontas a usar.
Assim, a Google quer que planeies um dia ou uma viagem inteira como se estivesses a falar com alguém que conhece a zona de dentro para fora. Isto é, podes, por exemplo, dizer “vou ao Grand Canyon, Horseshoe Bend e Coral Pink Sand Dunes, recomenda paragens pelo caminho”. De seguida, o Maps devolve um itinerário com sugestões, tempos de viagem, dicas de utilizadores e truques menos óbvios, como trilhos escondidos ou parques de estacionamento mais em conta.
A empresa sublinha que isto não é apenas uma pesquisa diferente, mas uma forma de transformar a exploração de lugares numa conversa contínua com a app. Não obstante, o Ask Maps está a ser lançado primeiro nos Estados Unidos e na Índia, tanto em Android como em iOS. Chegará ao desktop numa fase seguinte. À medida que for aprendendo com mais perguntas e feedback, o Gemini deverá tornar‑se melhor a interpretar intenções. Bem como, a perceber quando estás a planear algo para já ou para daqui a uns dias e a ajustar as respostas ao teu perfil de utilização.
Recurso Ask Maps baseia-se no Gemini
Por outro lado, o Maps recebe um profundo redesenho da própria navegação, com o que a Google chama de “Immersive Navigation”. Quando inicias o percurso, o mapa passa a mostrar edifícios em 3D, viadutos, relevos e outros elementos de forma muito mais realista. Aproxima‑se do estilo de visualização que a Apple popularizou no Apple Maps, mas aplicado ao enorme universo de dados do Google.
Outra mudança relevante é a transparência nas rotas sugeridas. Em vez de simplesmente te dizer “este é o caminho mais rápido”, a nova interface explica melhor porque é que está a recomendar determinada rota – menos trânsito, menos portagens, menos obras, menos curvas perigosas – e permite comparar alternativas com mais contexto. Por fim, isto usa dados de trânsito em tempo real e reportes da comunidade. Sobre acidentes, construção e perigos, algo que já existia em parte, mas que agora fica mais visível e integrado na decisão.
Em suma, vista de fora, esta atualização encaixa na estratégia maior da Google. Enfiar o Gemini no centro de todos os produtos com mais de mil milhões de utilizadores, para que a IA deixe de ser uma app isolada. E, portanto, passe a estar “embutida” nas ferramentas que as pessoas já usam todos os dias.
Com mais de 2 mil milhões de utilizadores e 20 anos de estrada, o Maps é o palco ideal para isso, e, com o Ask Maps e a Immersive Navigation, deixa de ser apenas um mapa com setas para se aproximar da ideia de um guia local que fala contigo e te mostra o caminho com muito mais contexto.
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