O CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou uma resposta de quase 2.000 palavras a uma das críticas mais duras que a empresa recebeu este ano. O texto, publicado no X, responde ao longo post de Nathan Calvin, diretor de estratégia da Encode AI, que acusou a Anthropic de estar a acelerar rumo à superinteligência à custa dos compromissos de segurança. 

Calvin listou nove ações que, na sua visão, mostram que a Anthropic está a priorizar crescimento e poder computacional, incluindo acordos de compute acima de $500 mil milhões e dependência crescente de Claude para desenvolver novos modelos. Amodei reconheceu que a empresa “poderia ter gerido melhor” alguns pontos, mas rejeitou a ideia de que a Anthropic está a abandonar a segurança.

Anthropic tem uma estratégia clara – ficar à frente

Na resposta, Amodei apresentou a sua própria lista de nove decisões que, segundo ele, foram comercialmente dispendiosas mas reforçaram a segurança: apoio ao projeto de lei SB 53 na Califórnia, restrições severas contra uso biológico, atrasos deliberados na disponibilização de modelos avançados até existirem proteções de cibersegurança adequadas, e lançamento limitado do modelo Mythos apenas para parceiros especializados. Admitiu que segurar capacidades de fronteira “teve custos reais”, incluindo atrasos em investigação biológica. 

Um dos pontos mais controversos foi o rascunho de lei federal que a Anthropic circulou no Congresso. Críticos afirmam que o texto tornaria mais difícil bloquear modelos perigosos, ao exigir risco “iminente e previsível” de danos superiores a $1 mil milhões ou mais de 50 mortes. A Anthropic diz que o rascunho reflete o seu Advanced AI Framework.

A troca acontece num momento sensível: a Anthropic prepara um IPO avaliado em $2 biliões, com lançamento previsto para novembro. A empresa reportou $16,8 mil milhões de receita no terceiro trimestre, e a pressão para justificar liderança num mercado hipercompetitivo é enorme. 

Amodei terminou com confiança: “Tentaremos sempre fazer melhor, mas estou extremamente orgulhoso do nosso histórico.”

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