DECO PROteste alerta para perigo das deepfakes em Portugal

O alerta é dado agora pela DECO PROteste, reconhecendo a ameaça que se estende a Portugal. De facto, reconhecer a voz ou o rosto de alguém já não é suficiente para garantir que é realmente essa pessoa.

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O perigo agravado com a evolução das ferramentas de Inteligência Artificial (IA), tornou possível criar imagens, vídeos e áudios cada vez mais realistas. Aliás, capazes de reproduzir a aparência, a voz e até alguns movimentos de pessoas reais. É, acima de tudo, manipulação pura.

“Deepfake”, o novo capítulo da manipulação ou engenharia social

Em primeiro lugar, estas manipulações, conhecidas como deepfakes, podem ser utilizadas para difundir informação falsa, sempre para manipular. De igual modo, é usada para tentar enganar consumidores e levá-los a transferir dinheiro ou partilhar informação pessoal.

Assim, perante esta realidade, a DECO PROteste alerta para a importância de parar, observar e verificar antes de agir, sobretudo quando existe pressão ou urgência.

“Olá, pai. Preciso que me transfiras dinheiro com urgência.”

A DECO PROteste alerta para o facto de a clonagem de voz ser um dos exemplos. Isto é, a partir de uma gravação, a Inteligência Artificial consegue analisar características como o tom, o ritmo e o timbre de uma voz e gerar novas mensagens que parecem ter sido pronunciadas pela mesma pessoa.

É um dos temas do momento. Ora, imagine receber uma chamada em que reconhece a voz de um filho, de um pai ou de outro familiar que lhe pede uma transferência urgente. A voz pode parecer verdadeira e, ainda assim, ter sido criada artificialmente.

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O mesmo pode acontecer com imagens ou vídeos onde uma figura pública pode surgir aparentemente a recomendar uma plataforma de investimento ou a fazer uma declaração que nunca pronunciou.

De facto, a IA permite trocar rostos, sincronizar movimentos dos lábios com um áudio diferente, alterar expressões faciais ou gerar vídeos de situações que nunca aconteceram.

Estaremos perante uma deepfake? 6 sinais a que deve estar atento

DECO PROteste deepfake em Portugal

Embora estas tecnologias estejam cada vez mais sofisticadas e nem sempre seja fácil distinguir um conteúdo verdadeiro de um falso, a DECO PROteste identifica seis sinais que devem levantar suspeitas:

1.O rosto parece estranho?

Observe expressões pouco naturais e possíveis inconsistências nos olhos, boca ou cabelo, sobretudo quando a pessoa faz movimentos rápidos.

2. A boca acompanha realmente aquilo que está a ouvir?

Veja se existe sincronização entre a voz e os movimentos dos lábios. Uma pequena diferença pode ser sinal de manipulação.

3. A voz parece familiar, mas há algo que não soa bem?

Esteja atento a uma entoação pouco natural, ritmo irregular, pronúncia invulgar ou respiração artificial ou inexistente.

4. Há erros no corpo, mãos, roupa ou acessórios?

Dedos ou mãos em posições impossíveis, acessórios que desaparecem ou mudam de forma e alterações inesperadas na roupa podem denunciar um conteúdo gerado por IA.

5. A luz e as sombras fazem sentido?

Analise a iluminação do rosto, as sombras e os reflexos. Se não forem coerentes com o resto da imagem, desconfie.

6. Quem publicou o conteúdo?

Verifique a origem, procure saber quem publicou a imagem ou o vídeo e se outras fontes credíveis confirmam a informação.

Pedidos urgentes? O maior sinal, aponta a DECO PROteste

DECO PROteste deepfake em Portugal

Em seguida, confirme sempre antes de agir As deepfakes usadas para enganar podem explorar precisamente emoções como medo, urgência ou compaixão. Desse modo, reduzindo o tempo que a vítima dedica a avaliar aquilo que está a acontecer.

Por isso, perante uma chamada, mensagem ou vídeo inesperado com um pedido urgente, a DECO PROteste recomenda uma regra simples:

Parar. Observar. Verificar

Não tomar uma decisão apenas porque reconhece uma voz ou um rosto. Confirmar a situação antes de agir e procure validar a informação através de outra fonte ou canal.

Também é importante ter atenção aos conteúdos disponibilizados publicamente nas redes sociais. Isto é, a fotografias, vídeos e gravações de voz podem fornecer informação que permite aos sistemas de IA aprender características de uma determinada pessoa e criar conteúdos falsos mais convincentes.

As próprias ferramentas automáticas utilizadas para detetar deepfakes não são infalíveis e podem cometer erros. Isto sobretudo quando encontram novas técnicas de manipulação para as quais ainda não foram preparadas.

Por isso, o resultado destas ferramentas deve ser encarado como indicativo e não como uma garantia absoluta de que um conteúdo é verdadeiro ou falso.

Num contexto em que as imagens, os vídeos e as vozes geradas por Inteligência Artificial são cada vez mais convincentes, a recomendação da DECO PROteste é simples: não confiar apenas nos olhos ou nos ouvidos e confirmar sempre antes de agir.

Por fim, se cair na armadilha, conserve as provas e contacte imediatamente as autoridades.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Rui Bacelar é um especialista em tecnologia que se destacou pela sua contribuição em plataformas como 4gnews, Pplware, DroidReader e iFeed, produzindo conteúdos sobre smartphones, sistemas operativos e gadgets. É reconhecido pelo seu estilo meticuloso e presença em mais de 300 podcasts e vídeos, consolidando-se como uma referência no jornalismo tecnológico em português