O CEO da Take-Two Interactive veio finalmente explicar aquilo que muitos temiam mas poucos queriam admitir. O GTA 6 não estará disponível para PC na data de lançamento inicial.
A notícia caiu como uma bomba na comunidade PC gaming, que há anos aguarda ansiosamente pelo próximo capítulo da saga mais lucrativa da história dos videojogos. De facto, esta decisão não é surpreendente para quem acompanha o historial da Rockstar, mas isso não a torna menos frustrante.
A estratégia de lançamentos escalonados entre consolas e PC é tão antiga quanto controversa. A lógica por detrás é puramente comercial. Ao lançar primeiro nas consolas, a editora maximiza as vendas nessa plataforma, sabendo que muitos jogadores impacientes acabarão por comprar o jogo duas vezes – primeiro na consola, depois no PC, quando a versão melhorada finalmente chegar.
GTA 6 chegará depois por uma questão comercial
GTA V - PS5
Jogo Grand Theft Auto V - PlayStation 5
Todavia, o argumento técnico soa cada vez mais a pretexto do que a justificação legítima. Em 2026, com motores gráficos mais versáteis e ferramentas de desenvolvimento multiplataforma mais sofisticadas, a ideia de que uma equipa com os recursos da Rockstar precisa de meses adicionais para lançar no PC parece, no mínimo, questionável. Neste sentido, a comunidade PC tem todo o direito de se sentir tratada como cidadã de segunda classe.
Consequentemente, o impacto desta decisão vai para lá da simples frustração. Muitos jogadores de PC investem milhares de euros em hardware de ponta precisamente para experienciar os grandes lançamentos nas melhores condições possíveis. Obrigá-los a esperar – potencialmente um ano ou mais, se o precedente de GTA V se repetir – é desvalorizar esse investimento e essa dedicação.
Por outro lado, a Take-Two é uma empresa cotada em bolsa com obrigações perante os seus acionistas. Se os lançamentos escalonados provaram gerar mais receita total, é difícil argumentar contra a lógica financeira, por mais antipática que seja. Em suma, GTA 6 no PC acabará por chegar, mas o sabor amargo da espera forçada já está instalado – e a boa vontade da comunidade tem limites que as editoras fariam bem em não testar indefinidamente.
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