Sam Altman afasta cenário de “apocalipse laboral” causado pela IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, admite agora que o impacto da inteligência artificial no emprego poderá ficar bastante aquém dos cenários mais alarmistas que chegaram a ser antecipados. Numa intervenção por videoconferência num evento do Commonwealth Bank of Australia, o responsável afirmou estar “feliz por se ter enganado” quanto à velocidade a que a IA iria eliminar empregos administrativos e de entrada no mercado de trabalho. 

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Altman reconheceu que esperava uma disrupção mais visível nesta fase, sobretudo em funções de colarinho branco mais expostas à automatização. Ainda assim, defendeu que a componente humana continua a ter um peso difícil de substituir em muitas profissões e afastou a ideia de um “apocalipse laboral” provocado pela IA.

CEO da OpenAI admite impacto da IA no emprego menor do que previa

O empresário sublinhou também que, apesar dos avanços rápidos da tecnologia, a adoção nas empresas continua numa fase relativamente inicial. Essa leitura ajuda a explicar porque é que os efeitos no mercado de trabalho são, até agora, mais graduais do que revolucionários. Isto é, uma perspetiva que também surge em análises sobre o mercado de trabalho português, onde se considera ainda cedo para medir o verdadeiro impacto da IA no emprego. 

Essa visão está longe de ser única. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, defendeu recentemente que o impacto da IA no trabalho tem sido exagerado e argumentou que a tecnologia deverá libertar os trabalhadores para tarefas mais complexas, em vez de os substituir em massa. Ao mesmo tempo, a própria investigação do banco admite que a IA poderá automatizar uma parte relevante das horas de trabalho ao longo da próxima década, o que aponta para transformação, mas não necessariamente para destruição generalizada de emprego.

Sam Altman aponta para uma transição mais gradual no mercado de trabalho

Os dados disponíveis reforçam esta leitura mais contida. Estudos recentes mostram que grande parte do emprego continua concentrada em profissões com baixa probabilidade de substituição direta por automação. Embora, muitas funções possam vir a ser transformadas pela digitalização e pela IA. A tendência mais consensual parece ser a de uma adaptação progressiva, com maior procura de competências digitais, criativas e analíticas. 

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João Paulo
João Paulo
Aprendiz de código, com gosto por artes marciais e tecnologia. Encontro na tecnologia o espaço onde posso encontrar ferramentas que me ajudam no dia a dia e a ligar-me a quem preciso.