Nota: este artigo foi criado com foco na prevenção, no combate ao cyberbullying e na divulgação de linhas de apoio.
Recentemente a morte de Raul Freitas, conhecido no universo automóvel português pela ligação à RF Turbo, gerou uma forte onda de choque nas redes sociais. Mais do que alimentar especulação, o caso deve servir para uma conversa urgente: o cyberbullying mata por dentro muito antes de destruir uma vida por fora.
Nos últimos anos, a internet transformou pessoas comuns em figuras públicas. No entanto, também criou um espaço onde insultos, ameaças, humilhações e perseguições chegam sem pausa, sem rosto e sem descanso. Quando isso acontece todos os dias, deixa de ser “brincadeira” ou “opinião”. Passa apenasa, e só, a ser violência.
Cyberbullying não é só coisa de jovens
Muita gente ainda associa cyberbullying à escola. Isso é um erro absoluto. Vejamos, adultos, criadores de conteúdo, profissionais expostos online e pessoas em relações difíceis também podem sofrer ataques digitais constantes.
Desde comentários depreciativos, partilha de mensagens privadas, ameaças, chantagem emocional, difamação, perfis falsos e campanhas de humilhação pública podem provocar isolamento, ansiedade, vergonha, medo e, até mesmo, perda de controlo emocional.
O problema agrava-se quando a vítima começa a pedir ajuda de forma indireta. Frases como “não aguento mais”, “estou cansado”, “ninguém me ouve”, “isto vai acabar mal” ou mudanças bruscas de comportamento devem acender alarmes.

Como agir quando alguém pede ajuda
A primeira regra é simples: não minimizar. Não digas “isso passa”, “ignora” ou “não ligues”. Para quem está no limite, essas frases soam a abandono.
O melhor caminho passa por ouvir, ficar presente, contactar alguém próximo da pessoa e incentivar a recorrer a ajuda profissional.
No entanto, ficam aqui algumas dicas importantes:
Se existir risco imediato, deve ligar-se 112.
Em Portugal, a Linha Nacional de Prevenção do Suicídio e Apoio Psicológico tem como número o 1411.
A Linha SNS 24 também presta aconselhamento através do 808 24 24 24.
Existe também, a Linha Internet Segura, coordenada pela APAV, também presta apoio através do 800 21 90 90.
Por fim, no caso específico de cyberbullying, a vítima deve guardar provas, não responder às provocações, denunciar os conteúdos nas plataformas e procurar apoio.
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