Carl Pei – CEO da Nothing prepara novo aumento de preço devido à RAM

A escassez global de chips de memória está a pressionar fortemente o mercado dos smartphones, levando várias marcas a aumentar preços em diferentes regiões. Segundo Carl Pei, CEO da Nothing, a memória tornou-se no componente mais caro de um smartphone, ultrapassando já o processador e o ecrã, e representando mais de 50%50% do custo total do hardware. 

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De acordo com várias análises do setor, a origem do problema está no aumento acelerado da procura por DRAM e NAND flash, impulsionado sobretudo pela expansão dos centros de dados dedicados à inteligência artificial. Na prática, os mesmos tipos de memória utilizados em infraestruturas de IA são também essenciais para a produção de smartphones, o que está a criar uma concorrência direta pela oferta disponível. 

Entretanto, os preços continuam a subir. Dados recentes indicam que os preços da RAM mais do que duplicaram desde outubro de 2025. Além disso, os contratos para chips DDR5 de 1616 Gb registaram aumentos muito expressivos no final de 2025, enquanto os preços da DRAM continuaram a avançar no primeiro trimestre de 2026. 

Perante este cenário, os fabricantes enfrentam uma decisão difícil: ou aumentam os preços finais dos equipamentos, ou reduzem especificações para proteger margens. Segundo o próprio Carl Pei, o custo da memória no Nothing Phone 4A duplicou entre a fase de planeamento e o lançamento, tendo depois voltado a duplicar. Como consequência, algumas marcas poderão ser forçadas a subir preços em 30%30% ou mais. 

Aviso de Carl Pei da Nothing deve ser tido em consideração

Além disso, fabricantes como a Vivo e a iQOO estiveram entre os mais rápidos a repercutir os custos nos consumidores, com várias rondas de aumentos iniciadas em março. Em alguns casos, as subidas chegaram a ₹5,0005,000, abrangendo modelos económicos, intermédios e premium. Pouco depois, outras marcas, incluindo a Samsung, também ajustaram os preços de várias gamas, como a Galaxy A e a Galaxy F. 

Ao mesmo tempo, os efeitos já se refletem nas vendas. As remessas de smartphones na Índia caíram 3%3% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026, registando o pior desempenho para o período entre janeiro e março nos últimos seis anos. 

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Para já, os analistas não antecipam melhorias no curto prazo. A Counterpoint estima que os preços possam subir mais 15%15% a 20%20% no segundo trimestre, enquanto novos lançamentos poderão chegar ao mercado entre 30%30% e 40%40% acima dos modelos equivalentes anteriores. Já a IDC acredita que a escassez de memória poderá prolongar-se até 2027, com algumas previsões a apontarem mesmo para 2028. 

Assim, tudo indica que os consumidores continuarão a enfrentar smartphones mais caros nos próximos meses, numa altura em que a corrida global à inteligência artificial está a redefinir prioridades em toda a cadeia de fornecimento tecnológica.  

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João Paulo
João Paulo
Aprendiz de código, com gosto por artes marciais e tecnologia. Encontro na tecnologia o espaço onde posso encontrar ferramentas que me ajudam no dia a dia e a ligar-me a quem preciso.