A Apple subiu ao segundo lugar no mercado de smartphones na China durante o segundo trimestre de 2026, com os envios a crescerem 25% em termos homólogos, segundo dados divulgados pela IDC. A Huawei manteve a liderança, registando um aumento de quase 20%, num mercado que, no geral, continuou a encolher.
No total, os envios de smartphones na China caíram 4,3% face ao mesmo período do ano anterior, para cerca de 66 milhões de unidades. Este foi o quinto trimestre consecutivo de quebra, numa tendência explicada sobretudo pela subida dos preços das memórias e de outros componentes.
Apple continua a crescer no mercado chinês
Como consequência, a maioria dos fabricantes Android aumentou os preços, o que travou a procura por novos equipamentos. Ainda assim, a Apple destacou-se pela recuperação: há um ano, ocupava a quinta posição e registava uma descida homóloga de 1,3%.
A recuperação da marca ganhou força no final de 2025, impulsionada pela procura pela gama iPhone 17. Depois de crescer 28% no quarto trimestre de 2025, a Apple avançou mais 20% no primeiro trimestre de 2026, mantendo agora uma trajetória positiva.
Segundo Arthur Guo, analista da área de dispositivos de cliente da IDC China, a Huawei e a Apple beneficiaram por terem mantido os preços estáveis enquanto os concorrentes os aumentavam. Assim, os consumidores mais indecisos encontraram nestas duas marcas um motivo adicional para avançar com a compra.
Pressão global e recuperação adiada
Este cenário não se limita à China. De acordo com a Counterpoint Research, os envios globais de smartphones diminuíram 11% no segundo trimestre de 2026, atingindo o nível mais baixo para este período desde 2013. A escassez de chips de memória está a limitar a capacidade das cadeias de abastecimento em todo o mundo. Por isso, marcas como Xiaomi, OPPO e Vivo foram particularmente afetadas, devido à sua maior exposição aos segmentos de gama média e de entrada, mais sensíveis ao aumento dos custos dos componentes.
A IDC antecipa que o mercado chinês continuará sob pressão até 2027, sobretudo devido à persistência dos preços elevados do armazenamento. No entanto, a consultora prevê uma recuperação entre 2028 e 2029, quando deverá começar um novo ciclo de substituição de equipamentos.
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