A Google revelou que o uso de inteligência artificial está a acelerar de forma significativa a descoberta e correção de vulnerabilidades no Chrome. Só nas duas versões mais recentes do navegador, a empresa diz ter corrigido 1072 bugs de segurança, mais do que o total tratado nas 23 versões anteriores juntas.
Além disso, a equipa de segurança do Chrome explicou que os novos fluxos de trabalho com Gemini, desenvolvidos em conjunto com a Google DeepMind e a Project Zero, estão a automatizar tarefas como a deteção de vulnerabilidades, a triagem e a criação de patches. Como resultado, a resposta a falhas passou a ser muito mais rápida e escalável.
IA está a mudar a forma como o Google Chrome encontra falhas
Ao mesmo tempo, a Google está a testar uma cadência de duas atualizações de segurança por semana, acima do ritmo semanal atual, para lidar com ameaças cada vez mais rápidas e assistidas por IA. A empresa também vai passar para um ciclo de grandes versões de duas em duas semanas a partir de setembro, começando com o Chrome 153.
Por outro lado, a Google está a desenvolver um sistema de “dynamic patching” para reduzir a janela entre a publicação de uma correção e a chegada dessa correção aos utilizadores. Na prática, isto pode permitir atualizar binários em segundo plano sem obrigar a um reinício completo do navegador, o que melhora a experiência e reduz a exposição a riscos.
Em suma, uma novidade prática por parte da Google, que é introduzida no browser mais usado em todo o mundo, sem comparação, principalmente em dispositivos fixos ou portáteis.
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