A Apple atingiu uma quota recorde de 49% das receitas globais de smartphones no segundo trimestre de 2026, de acordo com dados do Market Monitor da Counterpoint Research. Embora as vendas em unidades tenham diminuído no mercado global, as receitas do sector aumentaram 7%, alcançando um máximo histórico de 109 mil milhões de dólares para um segundo trimestre.
Em particular, a receita da Apple cresceu 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior, o ritmo mais elevado entre as cinco principais marcas. Ao mesmo tempo, os envios aumentaram 13%, enquanto o preço médio de venda subiu 8%, para 946 dólares.
Segundo Tarun Pathak, diretor da Counterpoint Research, o desempenho da tecnológica norte-americana foi sustentado pela procura contínua da linha iPhone 17, sobretudo pelos modelos iPhone 17 e iPhone 17 Pro Max. Desta forma, a marca manteve uma combinação de vendas fortemente orientada para o segmento premium.
Além disso, ao contrário de vários concorrentes, a Apple manteve os preços relativamente estáveis. Esta estratégia permitiu-lhe absorver o aumento dos custos dos componentes e limitar o impacto da actual crise de memória. Ainda assim, a empresa poderá aumentar os preços nos próximos trimestres.
Concorrentes perdem terreno no mercado para a Apple

Por conseguinte, a estabilidade dos preços reforçou a proposta de valor do iPhone na China, na Europa e em mercados emergentes, onde muitos fabricantes Android aplicaram aumentos mais expressivos.
A Samsung ficou em segundo lugar, com 16% das receitas globais de smartphones. As suas receitas e envios cresceram ambos 9%, embora o preço médio de venda se tenha mantido nos 270 dólares. Já a Xiaomi registou a maior quebra de envios entre as cinco maiores marcas: uma queda homóloga de 26%. Por sua vez, as receitas diminuíram 17%, apesar de o preço médio de venda ter aumentado 13%. Também a OPPO e a Vivo registaram descidas nas receitas, de 10% e 11%, respectivamente.
Entretanto, a escassez de memória DRAM e NAND levou a generalidade dos fabricantes Android a aumentar preços. Como resultado, parte dos consumidores afastou-se dos dispositivos de entrada de gama. Para Shilpi Jain, analista sénior da Counterpoint, o sector entrou numa fase em que o valor gerado, e não apenas o volume de unidades vendidas, passou a ser o principal motor de crescimento.
Apple alerta para possíveis limitações na oferta
Os resultados foram divulgados em simultâneo com os resultados da Apple relativos ao terceiro trimestre fiscal. Na ocasião, a empresa alertou que as limitações de fornecimento deverão agravar-se no trimestre de setembro, em especial para iPhone, iPad e Mac.
Na sequência desta previsão mais cautelosa, as ações da Apple sofreram uma queda acentuada na sexta-feira. Além disso, a Counterpoint antecipa uma descida mais acentuada dos envios globais de smartphones durante a segunda metade de 2026, uma vez que o aumento dos custos da DRAM e da NAND deverá elevar as despesas de produção das próximas gerações de iPhone.
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