O sétimo episódio da terceira temporada de House of the Dragon, intitulado “The Dragon in Winter”, eleva a tensão da Dança dos Dragões antes do aguardado final de temporada. Com um tom particularmente denso em referências à mitologia de Westeros, o capítulo mistura sonhos proféticos, disputas familiares, jogos de poder e o regresso de uma das criaturas mais aguardadas pelos fãs: Sunfyre.
Desde logo, o título funciona em vários níveis. Por um lado, pode referir-se à recuperação de Sunfyre, o dragão de Aegon II, depois dos ferimentos sofridos. Por outro, liga-se a Dreamfyre, montada por Helaena numa das suas perturbadoras visões. Além disso, a expressão parece evocar The Lion in Winter, obra centrada numa família real fragmentada pela disputa sucessória, um paralelismo muito apropriado para os Targaryen.
Helaena volta a assumir um papel essencial através dos seus sonhos de dragão. As imagens que presencia são enigmáticas, por vezes violentas e difíceis de interpretar, mas antecipam acontecimentos importantes. Entre barcos consumidos pelo fogo, uma carroça que poderá remeter para os filhos de Rhaenyra e uma visão de inverno ligada à Longa Noite, a personagem confirma que a profecia raramente oferece respostas directas. Pelo contrário, mostra símbolos que podem conduzir os envolvidos ao erro.
Aemond, Alicent e Rhaenyra entram em espiral em House of the Dragon
Em Harrenhal, a relação entre Aemond, Alicent e Alys Rivers torna-se cada vez mais desconfortável. Aemond vive dividido entre a paranoia, os desejos de grandeza e a influência de Alys, que promete uma nova linhagem de reis a partir da sua união. Alicent, por sua vez, tenta travar o filho e acaba por recorrer ao veneno. No entanto, a intervenção de Alys impede que o plano tenha um desfecho definitivo.
Entretanto, Rhaenyra revela sinais evidentes de isolamento. A rainha começa a desconfiar de Daemon, enfrenta a descoberta de Rhaena e Sheepstealer e deixa-se influenciar pelas palavras de Mysaria. A série sublinha, assim, uma ideia já abordada desde a primeira temporada: a ligação aos dragões pode amplificar a ambição, a violência e a sensação de superioridade de quem os monta.
Também Corlys Velaryon se encontra numa posição delicada, capturado pelos Verdes e pressionado a abandonar os Negros. Porém, a possível utilização das forças Velaryon e as promessas feitas a Ulf White mostram que a guerra está longe de estar decidida.
Sunfyre regressa e Tumbleton aproxima-se
O momento mais triunfante do episódio pertence a Aegon II. Depois de uma longa fuga e de vários sinais de fragilidade, o rei decide que já não quer continuar escondido. Quando parece encurralado, Sunfyre regressa e incinera os homens que ameaçavam o seu cavaleiro. A cena reforça o espelho entre os dois: ambos estão marcados física e emocionalmente pela guerra, mas parecem preparados para voltar ao conflito.
Por fim, o episódio prepara o terreno para Tumbleton. A chegada dos Winter Wolves e das forças dos Terras Fluviais, a instabilidade no exército Hightower e a aproximação de Ulf White aos Verdes criam uma situação explosiva. Com dragões em ambos os lados e alianças cada vez menos seguras, o final da temporada promete confirmar uma verdade cruel: na Dança dos Dragões, mesmo a vitória tem sempre um preço devastador.
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