A Google apresentou o Google Pixel Watch 5 em versões de 41 e 45 milímetros. O novo relógio estreia comunicações SOS por satélite, Wear OS 7 e 64 GB de armazenamento.
A bateria mantém até 30 horas no modelo mais pequeno e 40 horas no maior, com o ecrã sempre ligado. No entanto, o modo Poupança aumenta esses valores para 48 e 72 horas.
Dois tamanhos e um ecrã de 3000 nits nos Google Pixel Watch 5
O Pixel Watch 5 mantém o formato circular da gama. A Google volta a oferecer caixas de 41 e 45 milímetros, ambas com 12,3 milímetros de espessura.
O modelo de 41 milímetros pesa 31 gramas sem bracelete. Por sua vez, a versão de 45 milímetros pesa 36,7 gramas.
Ambos usam um ecrã Actua 360 AMOLED LTPO com 320 píxeis por polegada. O painel varia entre 1 e 60 Hz e atinge 3000 nits de brilho máximo. Além disso, o vidro Gorilla Glass 5 protege a superfície curva.
Assim, a taxa variável reduz a atualização quando a imagem está parada. Dessa forma, o relógio pode manter o ecrã sempre ligado sem gastar a mesma energia de uma animação a 60 Hz.
Além disso, o brilho mínimo de um nit ajuda durante a noite. O painel pode mostrar a hora sem iluminar demasiado o quarto ou incomodar numa sala escura.
As cores incluem Obsidiana, Neblina e Azeitona. O modelo de 41 milímetros acrescenta a combinação Ouro champanhe com bracelete Rosa Canyon.
Na prática, o tamanho deve pesar mais do que a cor na decisão. A versão de 41 milímetros adapta-se melhor a pulsos pequenos, enquanto a caixa de 45 milímetros oferece maior área útil e mais bateria.
Snapdragon W5 Gen 2 e Wear OS 7
O Snapdragon W5 Gen 2 Accelerated assegura o processamento principal. Ao mesmo tempo, um coprocessador Cortex-M55 trata das tarefas contínuas com menor consumo.
Na prática, esta divisão evita acordar o processador principal para todas as leituras de sensores ou atualizações simples. Como resultado, tarefas em segundo plano podem gastar menos energia.
Além disso, o relógio inclui 64 GB de armazenamento e corre Wear OS 7. Por isso, oferece mais espaço para aplicações, música e dados offline do que a geração anterior.
Por isso, os 64 GB duplicam a capacidade do Pixel Watch 4. A diferença interessa sobretudo a quem descarrega listas de reprodução, podcasts ou mapas para treinar sem telemóvel.
A conectividade inclui Bluetooth 6.0, Wi-Fi de 2,4 e 5 GHz, NFC e banda ultralarga. Além disso, o GPS de dupla frequência trabalha com GPS, Galileo, Glonass, Beidou e QZSS fora dos Estados Unidos.
O Pixel Watch 5 funciona com a maioria dos telemóveis que usam Android 12 ou uma versão mais recente. Contudo, não suporta Android Go.
Também exige uma Conta Google e a aplicação Pixel Watch. Tal como as gerações anteriores, não funciona com iPhone.
SOS por satélite chega ao pulso
A comunicação SOS por satélite representa uma das maiores novidades. A função permite contactar serviços de emergência quando o relógio não encontra uma rede móvel ou Wi-Fi compatível.
Contudo, esta capacidade não transforma o relógio num telefone por satélite. Serve uma situação específica de emergência e exige céu desimpedido, orientação adequada e disponibilidade do serviço.
A Google inclui o serviço durante dois anos após a ativação. No entanto, a disponibilidade depende do país, da região e das circunstâncias. A marca deverá confirmar o funcionamento em Portugal no lançamento comercial.
Durante um pedido de ajuda, o dispositivo pode partilhar localização e contactos com a Google, os serviços de emergência e o fornecedor de satélite. Esta transmissão torna-se necessária para encaminhar o alerta.
O relógio também oferece versões 4G LTE. Para usar chamadas, mensagens e dados móveis, o utilizador precisa de um plano compatível vendido em separado.
Bateria chega às 72 horas no modelo maior
Por sua vez, o modelo de 41 milímetros integra uma bateria de 332 mAh. Segundo a Google, alcança 30 horas com o ecrã sempre ligado e 48 horas com o modo Poupança.
A versão de 45 milímetros sobe para 465 mAh. Dessa forma, promete 40 horas com o ecrã sempre ligado e até 72 horas em Poupança.
Estes números mostram uma diferença estrutural entre os dois tamanhos. O modelo maior não oferece apenas mais ecrã; também dá mais margem para acompanhar sono e treino sem uma carga diária tão apertada.
Ambos chegam aos 50% em cerca de 15 minutos. O modelo mais pequeno completa a carga em aproximadamente 45 minutos. Já o maior precisa de cerca de 60 minutos.
Nos testes, a Google usou a nova base USB-C incluída e um adaptador de 30 W, vendido em separado. Temperatura, idade da bateria e utilização durante a carga podem aumentar os tempos.

Sensores acompanham coração, sono e stress
O Pixel Watch 5 inclui sensores vermelhos e infravermelhos para SpO2. Também oferece sensores elétricos compatíveis com ECG e um sensor ótico multipath para frequência cardíaca.
A lista inclui ainda temperatura da pele, cEDA, altímetro, barómetro, bússola, acelerómetro e giroscópio. Assim, o relógio acompanha atividade, sono, recuperação e respostas do corpo ao stress.
O sensor cEDA mede alterações na condutância da pele, um sinal associado à resposta do corpo. Porém, stress físico, temperatura e movimento também podem influenciar a leitura.
A Google prepara duas funções de bem-estar para o outono. A primeira analisa tendências mensais da pressão arterial através dos sinais óticos e do movimento. A segunda estima tendências de resistência à insulina sem recolher sangue.
As tendências de pressão arterial não apresentam uma medição semelhante à de um esfigmomanómetro. O sistema observa padrões ao longo do mês e entrega um resumo contextual no primeiro dia do mês seguinte.
Há ainda mais novidades nos Google Pixel Watch 5
![]()
Se detetar uma tendência elevada persistente, a função sugere confirmar o resultado com um aparelho de braço. Além disso, a Google desenvolveu a análise com dados de mais de meio milhão de utilizadores.
Por sua vez, a resistência à insulina segue uma lógica semelhante. O modelo cruza ritmo cardíaco, sono e movimento para estimar mudanças mensais na forma como o corpo gere energia.
No entanto, nenhuma função substitui um esfigmomanómetro, análises laboratoriais ou avaliação médica. A Google apresenta ambas como ferramentas gerais de bem-estar. Além disso, também chegarão aos Pixel Watch 3 e 4 e ao Fitbit Air.
Também não servem para alterar medicação, insulina ou planos de tratamento. Esta distinção deve aparecer no artigo para evitar transformar uma tendência de bem-estar num resultado clínico.

Gestos sem toque e resposta tátil melhorada
O utilizador pode controlar algumas ações com gestos de uma mão, sem tocar no ecrã. A coroa continua a oferecer resposta tátil, agora através de um sistema premium de terceira geração.
Os gestos sem toque ajudam quando a outra mão está ocupada. Podem servir para dispensar um alerta, percorrer informação ou controlar uma ação compatível.
O relógio inclui microfone e altifalante. Por isso, suporta chamadas, respostas de voz e interações com os serviços Google diretamente no pulso.
A resistência 5 ATM permite utilizar o relógio em águas pouco profundas. Além disso, a certificação IP68 protege contra água e poeira em condições controladas. A resistência pode diminuir com o desgaste.
Os 5 ATM não autorizam todos os desportos aquáticos. A Google desaconselha atividades com água a alta velocidade ou temperatura elevada, enquanto algumas braceletes também não resistem ao suor.
O que muda face ao Pixel Watch 4
A evolução concentra-se na conectividade e na capacidade interna. O Pixel Watch 5 acrescenta SOS por satélite, Bluetooth 6.0 e 64 GB de armazenamento.
O processador Snapdragon W5 Gen 2 e o Wear OS 7 também atualizam a plataforma. Contudo, o conjunto principal de sensores mantém uma base familiar.
A autonomia anunciada com o ecrã sempre ligado continua nas 30 horas para 41 milímetros e 40 horas para 45 milímetros. Portanto, o salto não está no uso normal.
O modelo maior ganha mais margem no modo Poupança, chegando às 72 horas. Ainda assim, quem já usa um Pixel Watch 4 deve avaliar se o satélite e o armazenamento justificam a troca.
O Pixel Watch 5 melhora os pontos certos
O design muda pouco, mas a Google reforça áreas importantes. O armazenamento duplica, o SOS por satélite aumenta a segurança e o Wear OS 7 atualiza a experiência.
A autonomia não cresce no uso normal face à geração anterior. Contudo, 72 horas no modo Poupança dão mais margem ao modelo de 45 milímetros.
Por fim, as novas tendências de saúde podem tornar o relógio mais útil a longo prazo. A disponibilidade em Portugal e o preço final vão decidir a força da proposta.
Para novos compradores, a escolha entre tamanhos torna-se simples. O modelo de 41 milímetros privilegia discrição; o de 45 milímetros oferece a melhor autonomia da gama.
Fica ainda mais conectado:
- Bose QuietComfort Ultra Earbuds (2nd Gen) Review
- HUAWEI WATCH FIT 5 Pro Review: vale mesmo a pena?
- Sony WF-M1000XM6 review: deliciosamente perfeitos!

















