Está a circular em território nacional uma nova vaga de mensagens fraudulentas dirigidas aos consumidores portugueses. O esquema usa o nome da Autoridade Tributária e promete um falso reembolso do IRS para levar as vítimas a clicar num suposto link enviado.
A campanha surge numa altura sensível. Em época de entrega das declarações de iRS a decorrer entre de abril a 30 de junho. Muitos contribuintes já entregaram a declaração de IRS e aguardam a liquidação ou o pagamento do reembolso. Por isso, uma mensagem sobre dinheiro a receber parece bastante credível.
Tem tudo certo para dar errado com esta esquema e é preciso muito cuidado. O objetivo dos larápios é, no entanto, bastante simples: roubar dados pessoais, credenciais de acesso ou informação bancária dos titulares.
Como funciona a burla
A mensagem fraudulenta costuma alegar que existe um reembolso pendente ou uma situação fiscal por regularizar. Depois, pede ao utilizador para clicar num link e confirmar se os dados estão corretos. Ora vejamos,

É aqui que deve parar.
A saber, a Autoridade Tributária não pede dados bancários através de links enviados por SMS ou email. Qualquer consulta deve ser feita diretamente no Portal das Finanças.
Ainda, ao analisar estes exemplos, há vários sinais de alerta: links estranhos, domínios que não pertencem à AT, linguagem urgente, valores apelativos e pedidos de confirmação fora dos canais oficiais. Em alguns casos, surgem ainda erros de português ou frases pouco naturais.
O que fazer se receber a mensagem
Não clique no link.
Nunca responda.
Jamais envie dados pessoais, IBAN, códigos de autenticação ou fotografias de documentos.
Sempre que existir uma notificação estranha, o deve fazer é o seguinte:
- Abra o navegador e escreva manualmente o endereço do Portal das Finanças.
- Depois, entre na sua área pessoal e confirme se existe alguma notificação real.
Se já clicou e introduziu dados bancários, contacte imediatamente o banco. Depois, altere a senha do Portal das Finanças e guarde capturas de ecrã da mensagem.
Também deve denunciar o caso ao CERT.PT, através de cert@cert.pt, ou à Polícia Judiciária, através da queixa eletrónica.
Conclusão
Este envio de SMS falso em nome de uma suposta notificação do IRS joga com o lado psicológico do contribuinte. A promessa de um reembolso, somada à urgência da mensagem, aumenta o risco de clicar sem pensar. Por isso, estar prevenido e adotar medidas de segurança eficazes continua a ser a melhor forma de evitar cair neste esquema.
Por fim, a regra é simples: os reembolsos verdadeiros aparecem no Portal das Finanças. Links recebidos por SMS devem ficar fora da equação.
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