Google Gemini permite desativar marcas de água visíveis em conteúdos de IA

A Google anunciou que os utilizadores do Gemini podem agora desativar a marca de água visível, o ícone de brilho apresentado em conteúdos gerados por inteligência artificial. A nova opção, denominada Media Watermark, está disponível nas Definições da app Gemini e aplica-se a imagens, vídeos e música criados com as ferramentas da empresa. 

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A alteração abrange imagens produzidas pelo modelo Nano Banana, vídeos gerados pelo Omni e faixas de áudio criadas com o Lyria. Segundo a Google, a decisão responde a pedidos dos utilizadores, já que a remoção da marca visual estava entre as principais sugestões recebidas pela equipa do Gemini. 

As marcas invisíveis de IA continuam ativas no Gemini

Embora o ícone visível passe a ser opcional, a Google sublinha que os ficheiros continuarão a incluir mecanismos de identificação menos percetíveis. Em concreto, todos os conteúdos gerados manterão marcas de água invisíveis SynthID e metadados C2PA, utilizados para indicar a origem e o histórico do ficheiro. 

Assim, a empresa procura equilibrar maior liberdade criativa com medidas de transparência e segurança. Os utilizadores poderão continuar a verificar se determinado conteúdo foi criado por IA através do Gemini ou da Pesquisa Google, perguntando, por exemplo, “Isto foi gerado por IA?”. 

Além disso, a Google está a disponibilizar em código aberto a biblioteca Credentio. Esta ferramenta permitirá que programadores verifiquem localmente, dentro das suas próprias aplicações, a proveniência de conteúdos digitais e os respetivos sinais de geração por inteligência artificial. 

Lançamento gradual e limitações regionais por parte da Google

A funcionalidade será disponibilizada gradualmente nos próximos dias para Android, iOS, web e macOS, tanto no Gemini como na aplicação Flow. Posteriormente, o suporte também deverá chegar à Pesquisa Google. Por defeito, a opção de marca de água visível ficará ativada. No entanto, haverá restrições em mercados onde a identificação visual de conteúdos de IA é exigida por lei, incluindo a União Europeia e a Coreia do Sul. Nesses territórios, a marca não poderá ser desativada. 

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Da mesma forma, contas profissionais e escolares não terão acesso ao controlo. Já na Índia, Coreia do Sul e Vietname, a funcionalidade estará limitada a subscritores do plano pago AI Ultra. 

A decisão surge num momento em que as empresas de IA seguem estratégias diferentes. Enquanto algumas plataformas privilegiam marcas invisíveis e metadados de proveniência, outras mantêm indicadores visuais obrigatórios. Na prática, a mudança do Gemini transfere a identificação de conteúdos gerados por IA de um sinal imediatamente visível para um processo de verificação ativa.

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João Paulo
João Paulo
Aprendiz de código, com gosto por artes marciais e tecnologia. Encontro na tecnologia o espaço onde posso encontrar ferramentas que me ajudam no dia a dia e a ligar-me a quem preciso.