A Apple apresentou o iPhone Duo, o primeiro iPhone dobrável da marca. O novo modelo fecha como um pequeno passaporte e abre para revelar um ecrã de 7,6 polegadas, aproximando o iPhone da utilização de um tablet, sem deixar de caber num bolso.
O anúncio encerra vários anos de rumores e coloca a Apple num mercado onde Samsung, Google, Huawei, Xiaomi, OPPO e HONOR já ganharam experiência. A chegada tardia não torna o Duo automaticamente melhor, mas muda o peso comercial de uma categoria que representou apenas 1,6% das vendas mundiais de smartphones em 2025.
iPhone Duo abre para revelar o maior ecrã de um iPhone
O iPhone Duo segue o formato de livro. Fechado, o terminal, disponibiliza um ecrã exterior de 5,4 polegadas; aberto, passa para um painel interior de 7,6 polegadas. A Apple descreve-o como o maior ecrã alguma vez colocado num iPhone.
Na prática, esta área adicional permite usar duas aplicações lado a lado, consultar uma mensagem enquanto se responde a um email ou manter uma videochamada aberta durante outra tarefa. O suporte para Apple Pencil reforça essa aproximação ao iPad, sobretudo para notas, desenho e seleção de elementos com maior precisão.
A estrutura usa titânio, enquanto a proteção combina Ceramic Shield na traseira e Ceramic Shield 2 no exterior. A certificação IP68 é particularmente relevante num dobrável, porque indica proteção contra poeiras e água. Ainda assim, a resistência da dobradiça e a marca deixada pela dobra só poderão ser avaliadas em testes independentes prolongados.
Touch ID regressa e o A20 Pro assume o desempenho
O novo formato obrigou a Apple a alterar algumas decisões conhecidas e até aqui intocáveis do iPhone.
Desta forma, o iPhone Duo recupera o Touch ID num sensor integrado no botão lateral, em vez de depender exclusivamente do Face ID. Esta solução poupa espaço no corpo e permite desbloquear o equipamento fechado ou aberto.
Já o processador A20 Pro, produzido com tecnologia de 2 nanómetros, assegura o desempenho e as tarefas de Apple Intelligence. É o mesmo ponto de partida dos iPhone 18 Pro, embora a gestão térmica num corpo dobrável e mais fino possa produzir resultados diferentes sob carga prolongada.
O sistema fotográfico inclui várias câmaras, mas a utilidade prática dependerá da qualidade dos sensores e do processamento. Um dobrável também pode usar o ecrã exterior como pré-visualização ao fotografar outra pessoa, uma vantagem comum neste formato. A Apple não deve ser avaliada apenas pela ficha técnica: ergonomia, continuidade entre os ecrãs e adaptação das aplicações serão decisivas.
O preço coloca o dobrável no topo da gama
Nos Estados Unidos, o iPhone Duo começa nos 2000 dólares para a versão de 256 GB.
Em Portugal a realidade é esta:
256 GB — desde 2.399 €
512 GB — desde 2.649 €
1 TB — desde 3.149 €
2 TB — desde 3.899 €
É um preço superior ao dos modelos Pro tradicionais e coloca o equipamento acima aos dobráveis mais caros da Samsung e da Google.
O iPhone Duo é, acima de tudo, uma nova categoria dentro do ecossistema Apple. Para quem já trabalha com iPhone e iPad, a promessa de levar parte dessa multitarefa no bolso é clara. Para os restantes utilizadores, a decisão dependerá do preço europeu, da durabilidade real e da forma como as aplicações aproveitam o ecrã interior.
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