A Meta lançou o Muse Spark Open, um modelo open‑weight que descreve como “o mais capaz alguma vez lançado nos EUA”. O anúncio tornou‑se ainda mais surpreendente por revelar uma colaboração direta com a Apple, que ajudou a otimizar o modelo para correr localmente no Mac Studio com chip M5 Ultra, uma aproximação rara entre duas empresas que passaram anos em conflito.
O modelo é massivo: 816 mil milhões de parâmetros totais, com 42 mil milhões ativos por passo, e uma janela de contexto de 1 milhão de tokens. Foi criado para tarefas de programação, agentes autónomos e raciocínio visual. A Meta afirma que o modelo supera concorrentes chineses como GLM 5.3 e Kimi K3 em benchmarks de agentic work.
Muse da Meta com novidades para dispositivos Apple
O Muse Spark Open pode ser executado em dois ou quatro Mac Studios, usando o framework MLX da Apple. Cada máquina pode fornecer até 512 GB de memória unificada ao GPU, permitindo que duas unidades funcionem como um “supercomputador” com 1 TB de RAM. A versão de 512 GB do Mac Studio ainda não tem preço oficial, mas uma configuração com quatro máquinas de 256 GB ronda os $38.000.
A parceria é vista como uma “trégua” entre rivais. Em 2021, as mudanças de privacidade do iOS custaram à Meta cerca de $10 mil milhões em receitas. Desde 2017 que não havia uma colaboração pública entre as duas empresas. Segundo a Axios, Daniel Gross, ex‑executivo da Apple e agora na Meta, foi essencial para aproximar as duas partes.
Por ser um modelo local, a Meta não vê prompts nem dados dos utilizadores. “Meta não tem controlo nem visibilidade sobre nada disso”, disse Alexandr Wang, líder da Meta AI.
A colaboração tem implicações estratégicas: oferece às empresas uma alternativa aos GPUs da Nvidia e aos modelos proprietários, e reforça a aposta da Apple em IA local. A Meta admite que o Spark Open não é o seu modelo mais avançado (esse título pertence ao Muse Wonder) mas acredita que será uma ferramenta valiosa para developers que querem experimentar e escalar mais tarde.
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