Mark Zuckerberg admitiu, num memorando interno, que a Meta cometeu erros durante a sua transformação estratégica em torno da inteligência artificial, reconhecendo também que poderão surgir novos falhanços à medida que o processo avança.
Além disso, o CEO afirmou que a sua prioridade passa agora por garantir “o máximo de estabilidade possível” dentro da empresa, numa altura em que a reorganização interna continua a gerar incerteza.
Meta errou e agora quer recuperar tempo perdido
Entretanto, esta admissão surge depois de uma reestruturação profunda na Meta, marcada por despedimentos em larga escala e pela reafetação de milhares de colaboradores para funções ligadas à IA.
Por outro lado, o ambiente interno deteriorou-se, com críticas de funcionários, receios quanto à monitorização por ferramentas de inteligência artificial e dúvidas crescentes sobre a direção estratégica da empresa. Ao mesmo tempo, a Meta continua sob pressão externa, já que o desenvolvimento dos seus novos modelos de IA tem enfrentado atrasos e comparação desfavorável face a rivais como Google, OpenAI e Anthropic.
Este tom mais cauteloso por parte de Zuckerberg parece, assim, funcionar como uma tentativa de recuperar a confiança das equipas, enquanto a Meta mantém a aposta numa estratégia de IA dispendiosa e ainda longe de oferecer garantias de sucesso.
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