Se usas o Microsoft Authenticator num telemóvel Android para entrar no email, nas redes sociais ou no trabalho, a forma de guardar os teus códigos vai mudar. A partir de meados de janeiro de 2027, a cópia de segurança da app deixa de ser feita na tua conta Microsoft pessoal e passa a depender da cópia de segurança do Google One, com o bloqueio de ecrã obrigatório.
Isto não quer dizer que percas os códigos que já tens em janeiro. O que muda é a forma de fazer e de restaurar a cópia. Se trocares de telemóvel sem uma cópia ativa, podes ficar sem acesso às contas protegidas pela app, por isso mostramos-te o que podes preparar já.
O que muda no Microsoft Authenticator em janeiro
Hoje, no Android, ativas a cópia na própria app, em Definições, com o interruptor de cópia de segurança na cloud, e escolhes a conta Microsoft pessoal onde ela fica guardada. Segundo a Microsoft, a partir de meados de janeiro deixas de usar essa conta para isso. Em vez disso, vais ter de ativar o Microsoft Authenticator na cópia de segurança do Google One do teu telemóvel.
A Microsoft aproveita a mudança para melhorar a configuração num telemóvel novo. A app vai mostrar instruções diferentes consoante ainda tenhas ou não o telemóvel antigo à mão, e vai sugerir o uso das chaves de acesso do Authenticator para entrares noutros dispositivos. No iPhone, este processo já funciona assim.
A cópia continua a guardar o mesmo tipo de dados, ou seja, os códigos de seis dígitos das contas Microsoft pessoais e de serviços como o Facebook ou o LinkedIn.
Porque passas a precisar do Google One e do bloqueio de ecrã
O Google One é o serviço que faz a cópia de segurança do teu Android, com as apps, as definições e as mensagens. A cópia básica é gratuita e usa o espaço da tua conta Google, e a Microsoft passa a apoiar-se nela em vez de manter um sistema próprio.
O bloqueio de ecrã é obrigatório porque é com ele que o Android protege a cópia de segurança. Sem PIN, padrão ou palavra-passe no telemóvel, a Microsoft não deixa usar a nova cópia, o que faz sentido para uma app que guarda as chaves das tuas contas.
Como preparar o Microsoft Authenticator antes de trocar de telemóvel
Há passos que podes fazer hoje, mesmo antes de a mudança chegar. Os nomes dos menus podem variar ligeiramente entre marcas de telemóveis.
- Confirma que tens um bloqueio de ecrã com PIN, padrão ou palavra-passe, nas definições de segurança do telemóvel.
- Abre as Definições do Android, entra em Google e depois em Cópia de segurança, e confirma que a cópia de segurança do Google One está ativada.
- Até janeiro, mantém também ligada a cópia de segurança na cloud dentro do Authenticator, em Definições, para teres a cópia atual em dia.
- Depois da mudança, quando a app o pedir, ativa o Microsoft Authenticator na lista de apps incluídas na cópia do Google One.
- Antes de apagares o telemóvel antigo, abre o Authenticator no novo e confirma que todas as contas estão lá e que os códigos funcionam.
Se já tiveste problemas com a app, lê também o que aconteceu com a falha no Microsoft Authenticator que expôs contas de trabalho.
O que não é guardado (contas de trabalho e chaves de acesso)
A cópia tem limites que convém conheceres antes de trocares de telemóvel. As contas de trabalho ou de escola não são copiadas, porque só fica guardado o nome. Depois de restaurares, tens de voltar a iniciar sessão e a registar a conta no telemóvel novo, por isso fala com a equipa de informática da empresa antes da troca.
As chaves de acesso, que te deixam entrar sem palavra-passe, ficam presas ao telemóvel onde foram criadas e não passam para o novo. Cria uma chave nova no telemóvel novo antes de apagares o antigo. O mesmo vale para as contas que usam o início de sessão sem palavra-passe da Microsoft, que só guardam o nome.
Há mais duas exceções. A cópia não funciona se o Authenticator estiver instalado num perfil de trabalho do Android, só no perfil pessoal. E uma cópia feita num iPhone não se restaura num Android, nem o contrário.
A nossa análise
A mudança faz sentido. Pôr a cópia dos códigos no mesmo sítio onde o Android guarda tudo o resto torna o processo mais previsível e a obrigação do bloqueio de ecrã protege-te de quem pegue no telemóvel. O problema é que quase ninguém pensa no Authenticator até ao dia em que troca de telemóvel e descobre que não tem cópia. Se é o teu caso, gasta já dois minutos a confirmar o Google One e o bloqueio de ecrã, porque são esses dois minutos que te poupam horas a recuperar contas.

