Aaron Sorkin regressa ao tema Facebook com “The Social Reckoning”, mas a receção crítica está longe de ser consensual. Alguns elogiam o filme como um drama jornalístico afiado. Outros consideram-no familiar, moralista ou simplesmente tardio face ao momento atual da indústria tecnológica.
Inspirado na whistleblower Frances Haugen, o filme estreia a 9 de outubro no Reino Unido, EUA e outros mercados. A Columbia Pictures posiciona-o como um “companheiro espiritual” de The Social Network, não uma sequela direta. Sorkin escreve e realiza, substituindo David Fincher.
O elenco inclui:
- Mikey Madison como Haugen
- Jeremy Allen White como Jeff Horwitz, jornalista do Wall Street Journal
- Jeremy Strong como Mark Zuckerberg, sucedendo a Jesse Eisenberg
Elogios e críticas duras – Sorkin divide opiniões
A receção crítica está a oscilar entre entusiasmo e frustração. Por um lado, o filme foi descrito como um “grande drama”, destacando o argumento como a maior força do filme e elogiando a química entre Madison e White.
The Hollywood Reporter India considerou-o “eficiente e demasiado familiar”, dizendo que Sorkin “podia ter escrito isto a dormir” e que Strong transforma Zuckerberg num “vilão looney‑tunes pálido”.
Slate foi mais duro: não “gostou” do filme, criticou a repetição de estatísticas, como o famoso dado de que 64% das adesões a grupos extremistas vinham de recomendações algorítmicas. Ademais, descreveu Strong como “incandescentemente zangado”.
De facto, o The Wall Street Journal chamou-o um “festival de tiradas” passado em “Sorkinland”, afirmando que o filme já parece datado. Por outro lado, o The Inlander classificou-o como “irregular”, “competente e fácil de ver”, mas acusou Sorkin de ignorar a evolução do poder do Facebook desde os eventos retratados.
“Tarde demais”: vários críticos questionam o timing
O Australian Financial Review deu três estrelas e resumiu a crítica com o título: “esse cavalo já fugiu”. O jornal sublinha que o filme chega semanas depois de a Meta ter fechado um acordo de 18 mil milhões de dólares com 48 estados norte‑americanos.
Charlie Lewis, do Crikey, chamou o final “feliz‑ish” do filme “desonesto e pouco comprometido”, embora tenha elogiado a “incrível interpretação” de Jeremy Strong.
Finalmente, em entrevista ao The Credits, Sorkin revelou que estava a passar por um “período épico de bloqueio criativo” até Haugen lhe contar que um amigo tinha sido radicalizado no Facebook, conversa que se tornou a cena de abertura do filme.
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