As marcas chinesas de veículos elétricos (EVs) estão a ganhar cada vez mais terreno na Europa, atingindo um marco histórico ao representarem cerca de 15% das vendas de carros totalmente elétricos no continente. Este crescimento acelerado evidencia uma mudança significativa no panorama automóvel europeu, tradicionalmente dominado por fabricantes locais.
De acordo com dados recentes, empresas como a BYD e a Chery registaram um aumento expressivo nas suas vendas, ultrapassando as 38 mil unidades num único mês. Este valor representa mais do dobro em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando não só a crescente aceitação dos consumidores europeus, mas também a competitividade destas marcas no segmento dos EVs.
Crescimento impulsionado por híbridos e expansão no mercado total
No entanto, o impacto não se limita apenas aos veículos 100% elétricos. Paralelamente, os fabricantes chineses têm vindo a reforçar a sua presença no segmento dos híbridos plug-in, onde já detêm quase 29% das vendas. Como resultado, a sua quota no mercado automóvel total aproxima-se rapidamente dos 10%, um valor que, até há pouco tempo, parecia difícil de alcançar.
Além disso, este crescimento ocorre mesmo após a introdução de tarifas por parte da União Europeia em 2024, medidas que tinham como objetivo proteger a indústria automóvel europeia. Ainda assim, os consumidores continuam a demonstrar preferência por modelos chineses, principalmente devido à combinação de preços mais acessíveis e tecnologia avançada.
EVs chegaram para ficar
Por outro lado, o mercado europeu de veículos elétricos também está em expansão. As vendas de EVs a bateria cresceram mais de 30% em termos homólogos, ultrapassando as 200 mil unidades mensais em vários mercados europeus. Neste contexto, as marcas chinesas não só acompanham este crescimento, como o superam, consolidando a sua posição.
Perante este cenário, os fabricantes europeus começam a reagir com novas estratégias e investimentos, numa tentativa de recuperar competitividade. Ainda assim, com as exportações chinesas a continuarem em forte expansão, tudo indica que a pressão sobre os construtores tradicionais irá manter-se nos próximos anos.
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