Pela primeira vez, as redes sociais e plataformas de vídeo superaram a televisão como principal fonte de notícias a nível global. De acordo com o Digital News Report 2026 do Reuters Institute, 54% dos inquiridos afirmam ter consumido notícias através destas plataformas na última semana. Além disso, quando se incluem ferramentas de inteligência artificial, como chatbots, esse valor sobe para 56%.
Por outro lado, a televisão regista 52%, seguida pelos sites e aplicações de jornais com 51%, enquanto a rádio se mantém significativamente atrás, com 21%. Assim, este marco evidencia uma mudança estrutural no consumo de informação, impulsionada sobretudo pelas gerações mais jovens. De facto, entre os utilizadores dos 18 aos 24 anos, cerca de metade aponta as redes sociais como principal fonte de notícias.
Redes sociais cada vez mais presentes
No entanto, esta transição não vem sem desafios. Apesar do aumento do consumo via plataformas digitais, a confiança nas notícias continua a diminuir. Segundo o relatório, os níveis de confiança caíram em 29 dos 48 mercados analisados, atingindo mínimos históricos desde 2015.
Além disso, o crescimento de plataformas como o TikTok – atualmente utilizado por 17% da população para consumo de notícias – e o aumento do uso de inteligência artificial levantam novas preocupações. Por exemplo, muitos utilizadores receiam que a IA comprometa a transparência e a precisão da informação.
Consequentemente, o setor dos media enfrenta uma transformação profunda. Por um lado, os modelos tradicionais de negócio estão sob pressão; por outro, o consumo fragmenta-se por plataformas que privilegiam algoritmos e personalização em detrimento da curadoria editorial. Assim, o futuro do jornalismo dependerá da capacidade de equilibrar inovação tecnológica com credibilidade e confiança.
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