O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou esta semana que acredita que os agentes de IA vão criar um mercado que superará a indústria da cloud por ordens de magnitude. A previsão foi feita numa entrevista ao The Verge, durante a apresentação do novo Copilot super app em Seattle, e representa a visão mais ambiciosa que Nadella já partilhou publicamente sobre o futuro da IA agentic.
A mensagem é clara: os agentes não serão apenas uma extensão da cloud serão uma categoria capaz de eclipsá‑la. A afirmação assenta numa base sólida que é a de que a Microsoft passou anos a construir uma infraestrutura que agora sustenta esta aposta.
É sobre esta fundação que Nadella projeta um mercado agentic capaz de atingir trilhões de dólares, embora sem especificar o horizonte temporal.
Copilot super app: chat, cowork, código e agentes autónomos numa só plataforma
A previsão de Nadella foi feita no mesmo momento em que a Microsoft apresentou o Copilot super app, que junta:
- chat de IA
- ferramentas de programação do GitHub Copilot
- o modo Cowork
- e agentes autónomos Autopilot
Nadella já tinha antecipado esta evolução: “Copilot está a evoluir rapidamente de Chat para Cowork e para Autopilots. Vamos ter Chat, Cowork, Autopilot, Code, tudo a convergir num super app que diferentes funções podem usar.”
A Microsoft vê este super app como a porta de entrada para um ecossistema de agentes capazes de executar tarefas complexas, automatizar fluxos de trabalho e operar de forma autónoma, uma visão que, segundo Nadella, poderá redefinir o próprio conceito de computação pessoal e empresarial.
O mercado de agentes de IA ainda é pequeno:
- $7,5 mil milhões em 2025, segundo a Precedence Research
- projeção para $199 mil milhões em 2034
Comparado com a cloud (que já gera centenas de mil milhões por ano) o setor agentic está apenas a começar. Para cumprir a previsão de Nadella, teria de crescer dezenas de vezes até atingir a escala dos triliões.
Na mesma entrevista, Nadella deixou uma crítica direta ao setor: “Acho que somos demasiado auto‑obsessivos como indústria. ‘Olhem para nós, quão gloriosos somos.’ E depois seguimos em frente. Isso é o que não está a funcionar.”
A frase sublinha a visão pragmática do CEO: o futuro da IA não depende apenas de modelos mais poderosos, mas de produtos úteis, alinhados e confiáveis, como os agentes que a Microsoft quer colocar no centro da próxima era tecnológica.
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