A Microsoft acredita que, pós alguns de anos de experimentação, 2026 será o ano em que a Inteligência Artificial (IA) deixará de ser apenas uma ferramenta. Isto para se tornar numa verdadeira parceira, capaz de transformar a forma como trabalhamos, criamos e inovamos. Em suma, esta evolução marca uma nova fase, definida pelo impacto real na sociedade e na economia.

Com efeito, a IA está a evoluir. Aliás, passando de responder a perguntas para colaborar verdadeiramente com pessoas, ampliando a sua experiência e a criatividade. Por isso, esta transformação já é visível em vários setores, a saber:
- Na saúde, a IA ajuda a reduzir desigualdades no acesso a cuidados;
- Na investigação científica, acelera descobertas;
- Na computação quântica, abre caminho para avanços antes considerados impossíveis.
Portanto, à medida que os agentes de IA se tornam colegas digitais, as organizações reforçam a segurança para acompanhar novos riscos. Isto enquanto a infraestrutura evolui para sistemas mais inteligentes e eficientes.
Por isso, perante este cenário, a Microsoft identificou sete tendências de IA que irão marcar o ano de 2026:
Colaboração humano-IA, aponta a Microsoft
Primeiramente, o ano de 2026 marca uma nova era de sinergia entre tecnologia e pessoas. Se nos últimos anos o foco da IA estava em responder a perguntas e resolver problemas, a próxima fase será sobre colaboração real. Agentes de IA vão tornar-se colegas digitais, ajudando equipas pequenas a alcançar resultados globais com rapidez, desde análise de dados à geração de conteúdos e personalização, enquanto os humanos lideram a área de estratégia e criatividade. Neste contexto, as organizações que apostarem na IA e formarem os seus colaboradores para trabalharem com esta ferramenta, conseguirão obter vantagens competitivas, ajudando as equipas a enfrentarem desafios criativos e a entregarem melhores resultados e de forma mais eficiente. O futuro não passa por substituir pessoas, mas sim por amplificá-las através das ferramentas tecnológicas.
Segurança integrada para agentes de IA
Em segundo lugar, à medida que os agentes de IA se tornam parte do dia a dia. Assim, atuando como colegas de trabalho, a confiança será um fator cada vez mais essencial. Cada agente terá identidade própria, acesso limitado às informações e aos sistemas, bem como proteção contra ameaças. A segurança será autónoma e incorporada, garantindo que os agentes não se transformam em “double agents” e não representam riscos para as organizações.
IA para reduzir desigualdades na saúde
Em terceiro lugar, no setor da saúde, a IA vai evoluir para além do diagnóstico, apoiando a triagem de sintomas e o planeamento de tratamentos, sendo que, em 2025, o Microsoft AI Diagnostic Orchestrator (MAI-DxO) já resolveu casos médicos complexos com 85,5% de precisão, acima da média de 20% dos médicos experientes. Com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a prever uma escassez global de cerca de 11 milhões de profissionais de saúde até 2030 – o que poderá deixar 4,5 mil milhões de pessoas sem acesso a serviços de saúde essenciais – soluções como Copilot e ferramentas de IA generativa vão democratizar o acesso a cuidados, dando às pessoas maior poder sobre a sua saúde e bem-estar.
IA como assistente de investigação
Seguidamente, os avanços na Inteligência Artificial estão a transformar profundamente a ciência e já estão a acelerar avanços em áreas como modelagem climática, dinâmica molecular e design de materiais.
Em 2026, a IA deixará de ser apenas uma ferramenta para se tornar um parceiro ativo no processo científico: será capaz de gerar hipóteses, sugerir experiências e executar partes delas, acelerando descobertas em áreas como física, química e biologia. Cada investigador poderá contar com um assistente de IA personalizado, que analisa dados, identifica padrões e propõe soluções, reduzindo o tempo entre ideia e validação.
Esta evolução traz oportunidades extraordinárias, mas exige responsabilidade: garantir princípios éticos, transparência e segurança será essencial para que a ciência avance com confiança.
Infraestruturas de IA mais inteligentes, aponta a Microsoft
De igual modo, o crescimento da IA não depende apenas de mais centros de dados, mas de sistemas distribuídos e eficientes que maximizam cada ciclo de computação.
A próxima geração de infraestruturas será composta por redes globais flexíveis – verdadeiras “superfábricas” de IA integradas – que permitem reduzir custos e aumentar a eficiência, com computação dinâmica e sustentável para impulsionar inovações em IA numa escala global.
IA que compreende código e contexto
Além disso, o desenvolvimento de software está a atingir um ponto de viragem, com a atividade no GitHub a atingir níveis recorde em 2025. Mensalmente, os programadores fundiram 43 milhões de pull requests – um aumento de 23% em relação ao ano anterior numa das principais formas como as equipas propõem e revisam alterações ao seu código.
Em 2026, a IA vai compreender não só linhas de código, mas também relações e histórico nos repositórios. Essa “inteligência de repositório” permitirá sugestões mais inteligentes, deteção precoce de erros e automatização de correções, garantindo software mais fiável e rápido.
Computação quântica híbrida segundo a Microsoft
Por fim, a vantagem quântica é uma realidade cada vez mais próxima. Em 2026, a combinação de IA, supercomputação e quântica vai permitir realizar simulações e modelação com precisão inédita.
Aliás, o chip Majorana 1 da Microsoft, baseado em qubits topológicos, marca um avanço crítico para tornar os sistemas quânticos mais estáveis e fiáveis. Assim, abrindo caminho para o desenvolvimento de máquinas com milhões de qubits capazes de resolver problemas científicos e industriais complexos.
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