A Bitcoin entrou numa janela de 91 dias que, historicamente, coincidiu com a fase final dos três últimos mercados em baixa. Dois modelos analíticos independentes apontam agora para uma possível zona de mínimo entre os 44000 e os 47000 dólares, possivelmente no início de outubro de 2026.
Em concreto, a Bitcoin caiu 63,54% entre outubro de 2014 e janeiro de 2015, 56,69% entre setembro e dezembro de 2018 e 37,60% entre agosto e novembro de 2022. Assim, o padrão sugere que os declínios finais têm sido progressivamente menos severos.
Com base numa regressão linear destes três períodos, a queda estimada para o ciclo atual seria de cerca de 26,6%, calculada a partir do recente máximo semanal de 64657 dólares. Nesse cenário, o Bitcoin poderia encontrar um mínimo próximo dos 47431 dólares.
Além disso, uma segunda abordagem, baseada num retraçamento de Fibonacci logarítmico entre o máximo histórico de 126272 dólares e o mínimo de 15632 dólares do ciclo anterior, coloca o nível de retraçamento de 0,5 nos 44428 dólares.
Porque é que as quedas de Bitcoin podem estar a perder intensidade
Vários analistas consideram que a estrutura do mercado de Bitcoin está mais madura do que em ciclos anteriores. Por um lado, os ETFs de Bitcoin à vista, os mercados de derivados mais profundos e a acumulação persistente por parte de grandes investidores durante a venda de junho podem ter ajudado a absorver uma parte relevante da pressão vendedora.
A 21Shares indicou, num relatório publicado a 7 de julho, que a correção atual continua a ser a menos intensa registada em comparação com os anteriores recuos entre máximos e mínimos, que chegaram a variar entre 75% e 85%.
Em paralelo, a Fidelity identificou cinco fatores que poderão contribuir para o fim do atual “inverno cripto”: o ciclo de halving de quatro anos do Bitcoin, avanços regulatórios, incluindo o debate em torno da CLARITY Act, possíveis cortes nas taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA, novos casos de utilização como a tokenização de ativos do mundo real e infraestrutura cripto ligada à inteligência artificial, bem como a continuidade da adoção institucional.
Ainda assim, a empresa sublinha que nenhum destes catalisadores garante uma recuperação. Aliás, se for considerado apenas o ciclo associado ao halving, o mínimo poderá surgir mais perto de novembro de 2026.
Por fim, estas projeções devem ser interpretadas com cautela. Os modelos assentam num número reduzido de ciclos históricos e fatores macroeconómicos inesperados, ou saídas significativas de capital dos ETFs, podem levar o preço abaixo desta faixa. No entanto, a convergência entre os dois métodos colocou a zona dos 44000 aos 47000 dólares no radar de investidores que procuram identificar um possível fundo de ciclo.
Fica ainda mais conectado:
- Apple – Siri AI já está no Apple Watch com o watchOS 27
- XBOX revela nível de despedimentos histórico e muito mais
- Microsoft Edge permite finalmente iniciar sessão com conta Google

