O ano de 2025 ficou marcado por um crescimento expressivo no número de milionários a nível global, impulsionado sobretudo pelo forte desempenho dos mercados financeiros ligados à inteligência artificial. De acordo com o mais recente relatório da Capgemini, o mundo ganhou cerca de 2 milhões de novos indivíduos com património superior a um milhão de dólares, atingindo um total histórico de 25,3 milhões.
Este aumento representa uma aceleração significativa face ao ano anterior. Por um lado, os lucros empresariais mantiveram-se robustos. Por outro, o entusiasmo em torno das tecnologias de IA levou a um fluxo massivo de investimento em empresas do setor. Consequentemente, o valor total da riqueza detida por estes indivíduos cresceu 8,7%, alcançando os 98,3 biliões de dólares.
Estudo Capgemini revela dados interessantes
Neste contexto, os Estados Unidos destacaram-se claramente como o principal motor deste crescimento. O país registou a entrada de mais 736 mil novos milionários, elevando o total para cerca de 8,7 milhões. Além disso, o segmento de ultra-ricos (indivíduos com património superior a 30 milhões de dólares) também apresentou uma expansão relevante, reforçando a concentração de riqueza no topo.
Ao mesmo tempo, verificou-se uma mudança nas estratégias de investimento. Em média, os milionários aumentaram a sua exposição a ações, que passaram a representar 25% dos seus portfólios, face aos 22% registados anteriormente. Esta tendência reflete uma confiança renovada nos mercados acionistas, especialmente nas empresas tecnológicas associadas à inteligência artificial.
O que pode querer isto indicar?
No entanto, nem tudo são sinais positivos. Apesar do crescimento da riqueza, o setor de gestão de patrimónios enfrenta desafios importantes. Apenas uma pequena percentagem de investidores considera que recebe um serviço verdadeiramente personalizado. Ainda assim, a maioria das instituições continua a segmentar clientes com base apenas no volume de ativos, em vez de adotar abordagens mais individualizadas.
Em suma, embora a inteligência artificial esteja a redefinir as oportunidades de criação de riqueza, também está a acentuar desigualdades e a pressionar os modelos tradicionais do setor financeiro a evoluir.
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