A Google vai alterar a forma como mede a utilização do Gemini Notebook, substituindo os limites fixos diários e mensais por um sistema dinâmico baseado na capacidade de processamento consumida por cada tarefa. A mudança entra em vigor a 2 de setembro e aproxima o serviço de um modelo já utilizado por outras plataformas de IA, como o ChatGPT e o Claude.
Atualmente, os utilizadores gratuitos dispõem de limites diários definidos por funcionalidade, como 50 conversas e três resumos de áudio por dia. No entanto, estas quotas separadas vão desaparecer. Em alternativa, haverá um único medidor de utilização, que terá em conta os recursos computacionais necessários para responder a cada pedido.
Gemini Notebook é uma ferramenta poderosa como o ChatGPT
Assim, o consumo poderá variar consoante vários fatores, incluindo a complexidade do prompt, a duração da conversa, o número de fontes adicionadas e as ferramentas utilizadas. Por exemplo, tarefas de geração multimédia, como resumos em vídeo ou apresentações de diapositivos, deverão consumir uma parcela maior da capacidade disponível do que uma simples pergunta sobre documentos.
Além disso, os períodos de reposição dos limites também vão mudar. Em vez de uma renovação diária, a utilização será atualizada em ciclos de cinco horas. Por sua vez, os limites mensais serão substituídos por limites semanais. Segundo a Google, este modelo permitirá que os utilizadores continuem a trabalhar ao longo do dia, em vez de esgotarem uma quota diária numa única sessão.
Como vão funcionar os diferentes planos
Os utilizadores do plano gratuito terão acesso a limites considerados “standard”, embora a Google ainda não tenha especificado exatamente qual será a capacidade incluída. Já os subscritores pagos terão direito a multiplicadores de utilização, definidos de acordo com o respetivo plano.
De acordo com informações avançadas pelo 9to5Google, os subscritores do Google AI Plus terão o dobro da capacidade standard. Por outro lado, os utilizadores do Google AI Pro terão quatro vezes mais capacidade. No escalão superior, os clientes do Google AI Ultra poderão ter entre cinco e 20 vezes mais capacidade do que os utilizadores Pro, dependendo da subscrição contratada.
Entretanto, a interface do Notebook deverá passar a mostrar a utilização em tempo real e a alertar os utilizadores quando estiverem próximos do limite disponível. Caso um pedido ultrapasse a capacidade restante, a plataforma poderá sugerir alternativas menos exigentes em termos de processamento.
Por fim, será possível adiar tarefas mais pesadas, como a criação de Video Overviews ou Slide Decks. Nesses casos, o conteúdo ficará em espera e será gerado automaticamente quando a capacidade de utilização voltar a ficar disponível.
A alteração surge num contexto em que as empresas de IA estão a reforçar os controlos de utilização, sobretudo devido ao aumento dos custos associados a funcionalidades multimédia e agentes de IA. O GitHub Copilot adotou um modelo de faturação baseado na utilização em abril, enquanto a própria aplicação Gemini passou a aplicar limites específicos de capacidade de processamento em maio.
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