O terceiro episódio da terceira temporada de House of the Dragon, intitulado “Rhaenyra Triumphant”, trocou as batalhas épicas dos capítulos anteriores por um estudo de personagem intimista, e a crítica é praticamente unânime. Trata-se do melhor episódio da temporada até agora.
Depois de duas horas dominadas por combates navais e pela queda de King’s Landing, este episódio prova que o verdadeiro drama de House of the Dragon nasce nos corredores do poder, não apenas nos céus em chamas.
Rhaenyra descobre que reinar é mais difícil do que conquistar
Assim que assume o trono, Rhaenyra Targaryen enfrenta o seu caótico primeiro dia como governante, lidando com exigências constantes, decisões impossíveis e uma cidade cheia de agendas ocultas. O episódio abre com Daemon a exigir a rendição de Ormund Hightower, que entrega um suposto Príncipe Daeron como refém, revelando-se depois tratar-se de um impostor, um plebeu disfarçado sob ameaça. Além disso, numa das cenas mais celebradas pelos fãs, Rhaenyra serve ratos cozidos num banquete para a nobreza, ao mesmo tempo que resolve a infestação do Red Keep e expõe a desconexão entre a aristocracia e o povo comum. Consequentemente, ordena a redistribuição de comida e riquezas para os mais pobres, reforçando a sua autoridade de forma tão inesperada quanto eficaz.
Por outro lado, a performance de Emma D’Arcy tem sido apontada como o grande destaque deste capítulo, e vale a pena explorar porque isso importa tanto para a receção crítica.
House of the Dragon com várias cenas políticas
A interpretação de Emma D’Arcy foi descrita como “extraordinária” pela NDTV, construída não a partir de grandes discursos, mas de hesitação, exaustão e vulnerabilidade contida. Da mesma forma, o foco quase exclusivo em Rhaenyra, em vez de saltar entre várias tramas paralelas como nos episódios anteriores, permitiu valorizar ainda mais esta atuação. Visualmente, o episódio troca o espetáculo pela introspecção, com câmaras escuras, corredores intermináveis do castelo e grandes planos que sublinham o isolamento da protagonista, ao mesmo tempo que a partitura de Ramin Djawadi cria uma atmosfera de tensão constante.
Ainda assim, nem tudo é perfeito: alguns críticos apontam que certas escolhas de personagem, como a rápida reconciliação entre Alicent e Rhaenyra após um confronto breve, parecem mais convenientes para a trama do que organicamente motivadas. Mesmo assim, a receção do público acompanha o entusiasmo da crítica, com o Popcornmeter do Rotten Tomatoes a situar-se em 72%. O quarto episódio, “The Daring”, chega já no próximo domingo, prometendo continuar esta nova fase mais política da série.
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