A Meta apresentou um novo conjunto de funcionalidades de inteligência artificial para o Facebook, destacando-se o AI Mode, uma ferramenta que pretende renovar profundamente a experiência de pesquisa na plataforma. Na prática, esta funcionalidade permite aos utilizadores fazer pesquisas em linguagem natural e receber respostas sintetizadas com base em conteúdos públicos, incluindo publicações, Grupos e Reels.
Desta forma, o Facebook passa a tirar partido do enorme volume de conteúdo gerado pelos utilizadores para criar uma experiência de pesquisa mais contextual e conversacional. Além disso, a novidade surge na sequência do lançamento do Muse Spark, apresentado em abril, que já tinha introduzido a capacidade de encontrar contexto relevante a partir de comunidades e publicações públicas dentro de conversas com IA.
Entretanto, esta evolução também está a captar a atenção de Wall Street. Segundo o analista Brian Nowak, da Morgan Stanley, caso a Meta consiga converter uma parte relevante das pesquisas diárias em utilização do AI Mode, a funcionalidade poderá gerar mais de 10 mil milhões de dólares em receitas anuais. Por isso, o analista manteve a Meta como uma das suas principais apostas, com um preço-alvo de 775 dólares.
Ferramentas criativas com IA e estratégia mais ampla da Meta AI
Para além da pesquisa, a Meta revelou também novas ferramentas criativas com inteligência artificial para o Facebook. Entre as novidades estão presets para fotografias, opções de edição assistida por IA e funcionalidades concebidas para facilitar a criação de conteúdos visuais mais apelativos. Assim, a empresa continua a expandir a sua oferta de ferramentas criativas orientadas para utilizadores e criadores.
Ao mesmo tempo, estas novidades surgem ligadas ao Mundial 2026, numa tentativa clara de associar a experiência social do Facebook a grandes eventos globais. Por exemplo, a funcionalidade “wear it” AI Edit permite aos fãs experimentar virtualmente camisolas de seleções nacionais e partilhar selfies temáticas. Além disso, os utilizadores podem ativar o chamado “football mode” ao tocar duas vezes no logótipo do Facebook, transformando a aplicação numa experiência visual inspirada no torneio.
No entanto, estas atualizações não aparecem isoladamente. Pelo contrário, fazem parte de uma estratégia mais ampla da Meta para integrar inteligência artificial em todo o seu ecossistema de aplicações. Desde o lançamento do Muse Spark, a empresa tem vindo a introduzir modos de compras, conversas por voz, funcionalidades multimodais e assistentes para criadores. Paralelamente, a Meta também reforçou a aplicação Edits com capacidades de IA.
Por fim, esta aposta surge num contexto em que a empresa procura transformar os investimentos massivos em inteligência artificial em crescimento real de receita e engagement. Nesse sentido, a Meta prevê receitas totais entre 53,5 mil milhões e 56,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas, em larga medida, por ferramentas publicitárias e experiências melhoradas com IA.
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