Microsoft planeia abandonar OpenAI já em 2026

A Microsoft confirmou que está a preparar o caminho para deixar de depender exclusivamente dos modelos da OpenAI, como o GPT-4. Enfim, uma mudança estratégica que promete abalar o ecossistema da inteligência artificial.  

De facto, Mustafa Suleyman, atual chefe de IA da gigante de Redmond, revelou em declarações recentes que a empresa está focada no desenvolvimento dos seus próprios “modelos de fundação” de nova geração. Com efeito, esta decisão marca um ponto de viragem na parceria histórica entre as duas empresas. Consequentemente, transforma a Microsoft, que até aqui era a principal investidora e parceira da OpenAI, numa concorrente direta no mercado de modelos de linguagem de elite.

Microsoft continuará com a OpenAI, mas de modo diferente

Além disso, a estratégia passa pela criação de modelos proprietários treinados com infraestruturas de computação à escala de gigawatts, utilizando algumas das melhores equipas de treino de IA do mundo. Segundo Suleyman, o objetivo é atingir a “fronteira absoluta” da tecnologia, permitindo à Microsoft maior controlo sobre os custos e a direção técnica dos seus produtos. 

Por exemplo, como o Copilot e as ferramentas do Azure. Similarmente, a Microsoft ainda detém 27% do braço com fins lucrativos da OpenAI e mantém direitos de propriedade intelectual sobre os seus modelos até 2032. Todavia, o novo rumo indica que a empresa quer ser dona do seu próprio destino tecnológico. Já a partir do próximo ano. 

Este distanciamento ocorre num momento em que a OpenAI enfrenta uma pressão financeira colossal. Então, com rumores de necessidades de investimento que ultrapassam os mil milhões de dólares. A relação entre as duas tecnológicas tem sido descrita como tumultuosa, especialmente após a renegociação de contratos em outubro passado, que permitiu à OpenAI procurar poder de computação noutras nuvens concorrentes. 

Olhos voltados para a Anthropic

Finalmente, em paralelo, a Microsoft tem diversificado o seu portefólio, investindo em rivais como a Anthropic e focando-se agora em criar uma “super-inteligência médica” e agentes de IA autónomos. Tal promete automatizar grande parte do trabalho de escritório nos próximos dois anos. 

Deste modo, apesar da ambição técnica, a Microsoft enfrenta o desafio de recuperar a confiança dos utilizadores e investidores. O termo depreciativo “Microslop” tem circulado na comunidade para criticar a implementação apressada e, por vezes, errática de funções de IA no Windows 11.  

Além disso, existe um receio crescente sobre o impacto social destas ferramentas, com investigadores a abandonarem o setor e a deixarem avisos sobre a perda de controlo humano sobre a IA. Suleyman, contudo, mantém um tom otimista, defendendo que estes sistemas devem ser desenvolvidos para servir a humanidade e operar de forma subordinada aos nossos interesses. 

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