A Sony Interactive Entertainment está prestes a transformar a forma como os seus jogos são criados. O CEO da divisão PlayStation revelou que a empresa está a integrar ferramentas de Inteligência Artificial nos fluxos de trabalho dos seus estúdios internos, com o objetivo declarado de “reduzir as barreiras de criação” e acelerar significativamente o ciclo de desenvolvimento dos videojogos.
Um dos exemplos mais impressionantes desta integração é a capacidade de transformar vídeos de referências reais em modelos 3D complexos prontos a usar em jogo. Os estúdios da Sony conseguem agora capturar vídeo de um ambiente ou textura real – como penteados, tecidos ou superfícies naturais – e convertê-lo automaticamente em ativos digitais de alta qualidade, reduzindo em semanas o tempo de trabalho manual de artistas.
Sony quer abraçar mais a IA, mas com cuidado
Esta mudança levanta questões importantes sobre o futuro dos artistas e animadores da indústria dos videojogos. Por um lado a IA permite às equipas focarem-se em tarefas mais criativas e estratégicas. Por outro alimenta um debate crescente sobre a substituição de postos de trabalho técnicos – uma discussão que a indústria do entretenimento não pode continuar a adiar.
Com a Microsoft, a Nintendo e vários estúdios independentes a adotar também ferramentas de IA generativa, a vantagem competitiva da Sony nesta área pode ser temporária. O que diferenciará os grandes estúdios não será apenas o acesso à tecnologia, mas a capacidade de a usar de forma criativa e distinta. Isto é, algo que continua a ser um desafio humano, não tecnológico.
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