A Tesla recuperou a liderança mundial no mercado de veículos 100% elétricos no primeiro trimestre de 2026, ultrapassando a BYD depois de vários meses em segundo lugar. Esta mudança reflete não só o desempenho da marca norte-americana, mas também a forte quebra da fabricante chinesa no seu mercado doméstico.
De acordo com os dados mais recentes, a Tesla entregou cerca de 358 mil veículos no arranque de 2026. Assim, garantiu perto de 13% do mercado global de BEV. Ao mesmo tempo, a BYD ficou mais atrás, com uma quota próxima de 11%. Embora o avanço da Tesla tenha sido modesto, foi suficiente para regressar ao topo num período em que a concorrência continua muito intensa.
Além disso, a marca liderada por Elon Musk beneficiou da popularidade contínua do Model Y e do Model 3, dois dos elétricos mais vendidos a nível mundial. Ainda que as vendas nos Estados Unidos tenham mostrado sinais de abrandamento, a Tesla conseguiu manter uma base global sólida. Por isso, a recuperação da liderança surge como um sinal importante num mercado cada vez mais disputado.
BYD perde força na China, mas ganha fôlego lá fora
No lado da BYD, o principal problema esteve na China, que continua a ser o mercado mais importante para a empresa. No primeiro trimestre, as vendas de veículos elétricos a bateria da marca caíram de forma expressiva, pressionadas por uma procura mais fraca e pelo fim de vários incentivos à compra. Como resultado, a empresa perdeu terreno precisamente na região onde era mais dominante.
Ainda assim, o cenário não é totalmente negativo. Apesar da quebra no mercado chinês, a expansão internacional ajudou a compensar parte das perdas. Atualmente, mais de um terço das vendas globais de BEV da BYD já vem de mercados externos, com destaque para a Europa, o Sudeste Asiático e a América Latina. Deste modo, a internacionalização tornou-se uma peça central da estratégia da marca para 2026.
Entretanto, o setor dos veículos elétricos entrou numa fase mais madura e competitiva. À medida que os apoios públicos diminuem, as marcas têm de disputar consumidores com preços, autonomia, tecnologia e capacidade de produção. Nesse contexto, a Tesla aproveitou melhor o início do ano. Já a BYD tenta equilibrar a quebra interna com uma presença cada vez mais forte fora da China.
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