X‑Men ’97 regressou com a segunda temporada e, apesar das críticas positivas ao arranque, uma escolha narrativa específica gerou forte contestação entre os fãs: a forma como Emma Frost é retratada.
Nas redes sociais multiplicam‑se comentários de leitores da Marvel que consideram que a personagem foi descaracterizada. No arranque da temporada, Emma surge em Londres após sobreviver ao massacre de Genosha e assume um papel central ao fornecer informações à X‑Force na busca por Apocalypse. No entanto, o enredo revela que ela tem colaborado com a X‑Factor, uma força governamental dedicada a capturar mutantes (incluindo crianças) algo que muitos consideram incompatível com a sua evolução nos comics.
Para grande parte dos fãs, mesmo nos períodos em que Emma era claramente uma antagonista, ela mantinha um compromisso firme com a proteção de jovens mutantes. Por isso, esta reviravolta é vista como um retrocesso numa das mais marcantes histórias de redenção da Marvel.
Nos comics, Emma Frost foi introduzida como White Queen do Hellfire Club durante a Dark Phoenix Saga. Ao longo dos anos, passou de vilã a mentora e, mais tarde, a membro dos X‑Men, destacando‑se sobretudo na fase New X‑Men de Grant Morrison, onde a destruição de Genosha redefiniu as suas prioridades e valores. A nova temporada de X‑Men ’97 contraria essa trajetória, o que explica a reação negativa de muitos espectadores.
Novos episódios da segunda temporada estreiam todas as quartas‑feiras no Disney+, numa série que elevou a fasquia na primeira temporada e que se espera que assim termine a temporada atual.
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