Ferrari entrou na era elétrica, mas mantém um “não é não”

A Ferrari apresentou oficialmente o Luce, o seu primeiro automóvel 100% elétrico, assinalando assim uma mudança histórica para a marca italiana. Conhecida há décadas pelos motores de combustão e pela experiência sonora que define os seus modelos, a fabricante de Maranello decidiu, ainda assim, avançar para a eletrificação com uma proposta ambiciosa e claramente orientada para o segmento de luxo.

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Com preço anunciado de €550.000€550.000, o Ferrari Luce está equipado com quatro motores elétricos de íman permanente, um por roda, que debitam uma potência combinada de 1.035 cavalos. Além disso, a marca afirma que o modelo acelera dos 00 aos 100100 km/h em apenas 2,52,5 segundos, atinge uma velocidade máxima superior a 310310 km/h e oferece uma autonomia acima dos 500500 quilómetros, segundo o ciclo europeu de testes.

Ferrari disse que não aos elétricos, mas depois…

Por outro lado, o modelo assenta numa arquitetura de 800800 volts e integra uma bateria de 122122 kWh como elemento estrutural do chassis, o que reforça a rigidez do conjunto. Ao mesmo tempo, suporta carregamento rápido em corrente contínua até 350350 kW, posicionando-se, assim, entre os elétricos mais avançados do segmento premium.

Importa ainda destacar que o Luce é também o primeiro Ferrari com cinco lugares, tendo sido concebido para atrair famílias com elevado poder de compra. Nesse sentido, oferece uma cabine mais espaçosa e uma bagageira com 600600 litros de capacidade. Já o design exterior e interior foi desenvolvido em colaboração com a LoveFrom, o estúdio liderado por Jony Ive e Marc Newson, o que representa uma novidade relevante na história recente da marca.

Polémica no lançamento e posição firme sobre condução autónoma

Apesar da importância estratégica do lançamento, a apresentação do Ferrari Luce gerou críticas imediatas nas redes sociais, sobretudo devido ao estilo visual pouco consensual. Além disso, as ações da Ferrari registaram uma queda acentuada no dia seguinte ao evento. Isto é, sinal de que parte do mercado recebeu o modelo com alguma reserva.

Ainda assim, o CEO Benedetto Vigna defendeu publicamente o posicionamento do automóvel, sublinhando que o preço de €550.000€550.000 é coerente com a proposta da marca e revelando, ao mesmo tempo, que o Luce já estava a somar encomendas, tanto de novos clientes como de compradores habituais da Ferrari. Por conseguinte, a empresa procura mostrar confiança numa fase em que várias marcas rivais têm moderado os seus planos para veículos elétricos.

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Entretanto, Vigna reforçou também outra ideia central para o futuro da Ferrari: a rejeição total de carros totalmente autónomos. Numa entrevista recente, o executivo foi claro ao afirmar que a Ferrari não irá produzir veículos de condução totalmente autónoma. Segundo o próprio, a marca quer preservar o prazer de conduzir e garantir que continua a existir um volante e uma pessoa ao comando.

Desta forma, a Ferrari tenta equilibrar inovação tecnológica com a identidade emocional que sempre definiu os seus automóveis. Ou seja, o Luce representa uma nova fase para a marca, mas não uma rutura completa com aquilo que os clientes esperam de um Ferrari. As primeiras entregas na Europa estão previstas para o quarto trimestre de 2026, enquanto a chegada aos Estados Unidos deverá acontecer no segundo trimestre de 2027.

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João Paulo
João Paulo
Aprendiz de código, com gosto por artes marciais e tecnologia. Encontro na tecnologia o espaço onde posso encontrar ferramentas que me ajudam no dia a dia e a ligar-me a quem preciso.