A Google, detida pela Alphabet, lançou um novo modelo de inteligência artificial com capacidades de programação significativamente melhoradas. O Gemini 3.8 Flash, conhecido internamente pelo nome de código “Skimaki”.
A nova versão pretende reduzir a diferença face a concorrentes como a Anthropic e a OpenAI, sobretudo num momento em que a programação assistida por IA se tornou uma das áreas mais competitivas entre os principais laboratórios do setor.
Google Gemini continua a dar cartas
Em testes comparativos realizados no Jetski, a plataforma interna de programação da Google, os engenheiros terão preferido o Gemini 3.8 Flash ao modelo Opus da Anthropic. Além disso, a atualização chega menos de três semanas depois do lançamento do Gemini 3.7 Flash reforçando um ritmo de atualizações praticamente mensal. Um dos trabalhadores descreveu o modelo como “visivelmente melhor” do que o antecessor, embora tenha alertado que ainda seria cedo para uma avaliação definitiva.
Entretanto, o feedback de programadores aponta para menos conteúdo repetitivo e desnecessário nas respostas (frequentemente designado por “slop”), bem como maior precisão em tarefas de programação e depuração realizadas ao longo de várias interações. O modelo deverá também apresentar melhorias em fluxos de trabalho com agentes de IA e menor latência até gerar o primeiro token, um fator relevante para a rapidez percecionada pelos utilizadores.
Google acelera atualizações dos modelos Flash
O ritmo de desenvolvimento estará alinhado com as prioridades definidas por Koray Kavukcuoglu, que assumiu a liderança operacional diária da Google DeepMind em agosto. Demis Hassabis, cofundador da unidade, passou para as funções de presidente e cientista-chefe da Alphabet.
Kavukcuoglu, que trabalha na DeepMind há 13 anos e foi anteriormente diretor de tecnologia da divisão, responde diretamente ao CEO da Alphabet, Sundar Pichai. As suas responsabilidades incluem o desenvolvimento dos modelos Gemini, a investigação em IA de fronteira e as equipas dedicadas a produtos para consumidores e programadores.
Desde a conferência Google I/O 2026, em maio, quando a empresa apresentou o Gemini 3.5 Flash, a Google DeepMind lançou o Gemini 3.6 Flash em julho e o Gemini 3.7 Flash em agosto. Assim, a tecnológica terá disponibilizado quatro atualizações da linha Flash em cerca de dois meses.
A avaliação mais relevante só deverá acontecer quando programadores externos puderem testar o modelo em projetos e cargas de trabalho reais, incluindo tarefas de recuperação de informação em contextos longos e casos limite nos quais os modelos mais leves tendem historicamente a ter mais dificuldades.
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