Mark Zuckerberg usa X pela primeira vez em três anos para anunciar novo Muse

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, regressou ao X após três anos de ausência para apresentar o Muse Spark 1.1, o mais recente modelo de inteligência artificial da empresa. Em vez de recorrer ao Threads, a rede social da própria Meta, Zuckerberg escolheu a plataforma de Elon Musk para fazer este anúncio de grande visibilidade. 

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A publicação assinala apenas a terceira vez que Zuckerberg escreve no X em 13 anos. Pouco depois, Elon Musk reagiu com um “Jinx” e comentou que o anúncio era “muito mais interessante para o público do que comunicados de imprensa genéricos”. Segundo Musk, a publicação já tinha ultrapassado os 12 milhões de visualizações, sem custos de distribuição. 

Muse Spark 1.1: IA multimodal para programação e automação 

O Muse Spark 1.1 é um modelo de IA multimodal desenvolvido para tarefas de programação autónoma e automação de fluxos de trabalho. Trata-se de uma das primeiras grandes apostas do Meta Superintelligence Lab, a nova divisão da empresa dedicada ao desenvolvimento de sistemas de IA mais avançados. 

Além disso, o modelo conta com uma janela de contexto de um milhão de tokens e pode delegar tarefas em subagentes executados em paralelo. Na prática, consegue interagir com interfaces de computador em ambiente de desktop, mobile e navegador, o que o torna relevante para cenários empresariais mais complexos. 

De acordo com a TechCrunch, o Muse Spark 1.1 pretende competir diretamente com as soluções da OpenAI e da Anthropic. Entre as aplicações previstas estão migrações de código em grande escala, correção de erros, desenvolvimento assistido e automatização de processos internos.

A escolha do X reforça a disputa entre Meta e Musk 

A decisão de Zuckerberg de anunciar o Muse Spark 1.1 no X, em vez do Threads, gerou atenção imediata. Por um lado, a escolha poderá refletir o alcance e a relevância do X junto de programadores, investidores e decisores empresariais. Por outro, sugere uma mudança de tom na relação pública entre Zuckerberg e Musk, marcada nos últimos anos por rivalidades, plataformas concorrentes e até uma proposta de combate em jaula. 

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Ao mesmo tempo, o lançamento reforça a ambição da Meta no mercado da IA generativa e dos agentes autónomos. A empresa prevê que, no futuro, o Muse Spark 1.1 substitua modelos Llama atualmente utilizados em assistentes presentes no WhatsApp, Instagram, Facebook e óculos inteligentes da Meta. 

O modelo já está disponível no modo Thinking através da aplicação Meta AI e do respetivo site. Assim, a Meta procura posicionar-se de forma mais agressiva num mercado dominado por empresas como OpenAI, Anthropic e Google. 

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João Paulo
João Paulo
Aprendiz de código, com gosto por artes marciais e tecnologia. Encontro na tecnologia o espaço onde posso encontrar ferramentas que me ajudam no dia a dia e a ligar-me a quem preciso.