Call of Duty – Novo filme chega aos cinemas já em 2028

A Paramount Pictures confirmou oficialmente que um filme de ação real baseado na franquia Call of Duty chegará aos cinemas em 2028, numa produção que reúne dois dos nomes mais respeitados do cinema de ação e thriller contemporâneo.

Taylor Sheridan, o criador da saga televisiva Yellowstone e argumentista de Sicario, será responsável pelo guião, enquanto Pete Berg, realizador de Lone Survivor e da aclamada série Friday Night Lights, assumirá a cadeira de realizador. De facto, esta combinação de talentos representa uma aposta séria de Hollywood numa franquia que gera milhares de milhões de euros em receitas anuais. 

Em primeiro lugar, é necessário reconhecer a dimensão cultural de Call of Duty. Desde o seu lançamento original em 2003, a saga tornou-se sinónimo de jogos de tiro em primeira pessoa. Acumulou receitas globais que ultrapassam os 30 mil milhões de dólares e uma base de jogadores que se conta nas centenas de milhões.

Call of Duty é uma das sagas mais amadas dos jogadores

Além disso, a franquia transcendeu o universo dos videojogos para se tornar um fenómeno da cultura popular, com referências constantes no cinema, na televisão e nas redes sociais. Por conseguinte, a pressão sobre esta adaptação cinematográfica é imensa – as expectativas dos fãs são altíssimas e a margem para erros é mínima. 

Contudo, o historial de adaptações de videojogos para o grande ecrã tem sido, durante décadas, uma história de deceções e oportunidades desperdiçadas. Filmes como Super Mario Bros. (1993) ou Assassin’s Creed (2016) são frequentemente citados como exemplos do que pode correr mal quando Hollywood tenta transpor experiências interativas para um formato passivo. No entanto, o panorama mudou significativamente nos últimos anos.

O sucesso monumental de séries como The Last of Us e Fallout demonstrou que, com os criadores certos e o respeito adequado pelo material de origem, as adaptações de videojogos podem ser não apenas comercialmente viáveis, mas também criticamente aclamadas.

Agora é esperar!

Nesse sentido, a escolha de Taylor Sheridan é particularmente inspirada. O argumentista e realizador construiu uma reputação sólida na criação de narrativas tensas e realistas, com personagens complexas inseridas em contextos de conflito e violência – um perfil que se alinha perfeitamente com o universo de Call of Duty. Por outro lado, Pete Berg traz uma experiência comprovada na realização de cenas de combate viscerais e emocionalmente impactantes. Algo que será essencial para traduzir a intensidade do jogo para o cinema. 

Desta forma, o filme de Call of Duty surge numa janela de oportunidade única para as adaptações de videojogos. Se a equipa criativa conseguir capturar a essência daquilo que torna a franquia tão cativante – a ação frenética, as narrativas de camaradagem militar e os dilemas morais em cenários de guerra – poderemos estar perante um dos marcos mais importantes na relação entre videojogos e cinema.

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